''Fechar-se não está com nada , as pessoas são sempre o que de melhor existe .''
(Caio F. Abreu)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Por falar em saudade



No embalo com: Reticências de O Teatro Mágico.

Saudades são eternas reticências – tanto boa quanto ruim. Por mais que o objeto ou o sujeito que sentimos falta esteja junto o simples fato de saber que irá partir logo já dói, aperta o peito e já bate aquele desânimo. 
Querer estar grudadinho, sentindo o coração do outro bater em um abraço longo e como se o mundo fosse acabar naquele instante, sorrir. Sorrir, pois ali é o melhor lugar do mundo para se estar, no abraço de quem amamos.
Tem saudade que é ruim, como aquela de quem partiu e sabemos que não irá mais voltar, aquela a qual criou certo “buraquinho” dentro do peito – que mesmo o tempo amenizando a dor, jamais será esquecida. Saudade é uma eterna lembrança. Lembrança boa e dolorida. Uma eterna falta. Porém, há saudade boa – estou vivendo nela, ultimamente – é estar longe de quem amamos e querer estar junto, porém saber que logo este dia irá chegar, logo os abraços serão os mais longos, logo os sorrisos serão divididos, logo percebemos o quanto esperamos para estar juntos e esta saudade transforma-se em presença, colo, amor.
Gosto de pensar em saudade sempre como algo bom, pois só sentimos por aquelas pessoas que nos trouxeram algo bom ou por momentos que marcaram nossa vida. Saudade é como se quiséssemos viver novamente: um aprendizado, um carinho ou uma pessoa. Saudade é querer ter perto se distante e mais perto ainda, se perto. E, para deixar claro: estar perto não quer dizer ao lado fisicamente e sim, sentir que há uma ligação, uma intimidade.
Eu, como típica canceriana, possuo uma sensibilidade enorme e, desta forma, sou impaciente, quero logo acabar com a saudade, estar abraçadinha, doando caminhões de carinho e ver aqueles risos que acolhem e ao mesmo tempo animam. São as melhores demonstrações de amor. E, confesso, gostaria de viver em um mundo com menos saudade e mais presença, menos lembrança e mais companhia, menos partidas e mais chegadas, menos adeus e mais “bons dias”. Gostaria de ter todos aqueles que amo junto, bem coladinho, mas como é impossível a lembrança e a saudade vou sempre carregar comigo.
Vou sempre esperar por mais chegadas, como estou na espera agora, porque até de falar em saudade o peito já aperta e quero logo aquele abraço que, como dizem, é o lado bom da vida.

3 comentários:

Retrato de Mim disse...

Sofro de Saudade...!

Teu link redireciona ao G+, olhado o antes e depois das tuas fotos, você deu um grande passo de transformação, parabéns!

Kamilla de Muinck disse...

ótimo texto, adorei.

Sabrina Ferreira disse...

Esse é meu maior problema. Chorar todos os dias de saudade do que não volta mais :/
Estou seguindo linda.
Beijos.

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