''Fechar-se não está com nada , as pessoas são sempre o que de melhor existe .''
(Caio F. Abreu)

sábado, 10 de novembro de 2012

O amor que eu sinto aqui




Saio no jardim de casa e sinto o ar fresco que bate em meu rosto quente de tanto calor, sinto o cheirinho de chuva, de grama molhada, de qualquer coisa que lembra aquele frescor gostoso de quando éramos crianças. O cheirinho gostoso da minha terra, da minha cidade, na grama da minha cama que eu sinto logo após levantar da minha cama. Gostoso mesmo é se sentir em casa e amar o lugar que eu nasci, vivi e pretendo viver. Eu, com minhas vinte primaveras e outonos, estufo o peito e digo: apesar dos momentos difíceis que há em todos os lugares a minha terra tem cheiro de vida boa. Cheiro de amor. Por falar em amor, amor...
Quer ver o sorriso em meu rosto refletindo o céu? É juntar meus amores, lugar de vida boa com o amor da minha vida e ainda escutar assim: “esse cheirinho daqui é o melhor que tem”, ouvi e amei e amo e lembro e sonho e quero e desejo pela vida inteira. As mãos dadas, o caminhar lento, conversas jogadas ao vento e muitos sorrisos. É mais do que uma vida boa, é a tradução do que pode ser amor, companheirismo, união. Somos nós e nosso canto, nossa vida, nossos caminhos e sonhos reais.
Os dias passam e quanto mais vão passando são tomados de saudade e, mesmo assim, quando sinto o ventinho gostoso de fora, sinto a presença única e de uma paz tão grande. Intensidade é nosso nome. Amor é assim, acalma o peito, sorri de leve e suspira só de pensar. Meu amor faz dessas coisas de iluminar meus dias e enchê-los de esperança e risos soltos.
Vou sair ali fora, pegar o ventinho e lembrar. Espero que todos possam sentir o quanto é gostoso unir o que amamos e sentir a paz de estar em paz. Sintam, amem e sorriam! O caminho da felicidade vem do mais simples possível, vem de dentro, vem da paz que sentimos. Sentir-se feliz com si próprio, com o mundo, com o amor e estar aberto para receber intensamente o que de melhor há na vida: o amor.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A arte de pensar em um só



Tem sorrisos que acalmam a alma, que nos fazem sorrir, que nos permitem falar, que abrem caminhos, que nos mostram afeição. Tem sorrisos que gostaríamos de ver todos os dias e, ainda, desejamos que sejam nossos. Sorrisos de coração aberto e sentimento. Sorrir de verdade.
Eu queria vê-lo sorrir diariamente. 

Obs.: As horas estão corridas, as atividades multiplicando e a saudade cada vez mais apertando.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Balinhas de Hortelã



Obrigada, às minhas balinhas de hortelã.

Eu já ouvi tantas coisas nos últimos dias e sei que vou ouvir a minha vida inteira, mas sempre pergunto por que preciso ouvir isto ou aquilo, sei que não é bem assim e mesmo assim aquilo fica ali martelando a minha cabecinha que se fosse equilibrada eu não seria eu. E eu não quero deixar de ser eu.
Tenho todos os sentimentos do mundo numa intensidade realmente sem tamanho, tenho dificuldade em questão de relacionamento com as pessoas porque penso que nenhuma delas irá aceitar o meu jeito que por mais cativante que seja é complicado. Conversar, taí uma questão que é nova na minha vida, antes simplesmente me deixavam de canto e eu pegava aqueles papéis todos que havia em meu quarto e chorava e escrevia e chorava e lia. Ser uma pessoa sociável só começou a fazer parte da minha vida de uns meses pra cá, nunca tive uma “ligação” com as pessoas porque nunca me permiti à entrega e o conhecimento de mim mesma. Ligação, outra coisa que muitos acham que é simplesmente sair, sentar num barzinho e deixar rolar, porém à mim que vejo tudo como algo a mais a ligação é buscar ou ter intimidade com alguém que me permita sentir à vontade e deixá-la também. Ligação é sentir. E eu tenho dificuldade em me ligar, em confiar, em gostar e isso me torna um ser antissocial, segundo a minha mãe. Logo, sou então.
Gostar sempre foi MAIS para mim, ser amigo sempre foi MAIS, ser parceiro sempre foi MAIS e como toda criança que busca mais e mais e mais balinhas, quando percebe que aquela balinha é ruim e, de repente, encontra outro pacote de balinhas e todos os que encontram as faz mal, no final o que pensar? Não posso comer estas balinhas. Porém, nem todas as balinhas do mundo vão me fazer mal e eu sei disso, ultimamente as balinhas têm me feito maravilhosamente bem (principalmente as de Hortelã), acontece que tenho receios e mecanismos de defesa para que não aconteça tudo de novo e, necessariamente, preciso deixá-los de lado. Podem ter sido bons em algum momento da minha vida, ou não, portanto foi o meio que encontrei de não me sentir mal com certas coisas na minha vida e agora que quero me livrar, literalmente, é difícil. É complicado.
Terapia, conversas, sorrisos, entendimentos e reconhecimento, tenho tudo isso e muito mais agora, ou melhor, tenho tudo para vencer esta etapa e deixar realmente de lado o que criei para não engolir aquelas tais balinhas. Por essas balinhas ruins não posso deixar de saciar as deliciosas balinhas de Hortelã. E como dizem: eu vou conseguir. Por mim. Pelas balinhas de Hortelã.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

engano seu, querida


escrevi sobre o medo do mundo
e esqueci de te contar dos meus
que por ser tão sem motivos
acabam por ter todos os motivos
aquilo que vivi há tempos
retornam em pequenos olhares
ou quando me contam casos
que de nada me importa e no fundo
torno tudo o que falam meus
os olhos medrosos e medonhos
sugam os dias dos meus 
preocupam minha mente e privam
que os sonhos se façam reais
ouço canções de amor
que os outros me dizem: mentira,
se mentira fosse amar
o mundo já não existiria

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mundo entre chaves



Tudo que eu ouço me faz ver o quanto o mundo parece estar cada vez mais injusto e menos autentico. As pessoas não buscam encontrar umas as outras pelo que são e sim pelo que possuem. Tristeza. O medo de mostrar-se se faz maior que a vontade de conhecer-se a si próprio e ao próximo. O medo. Este era para ser “do bem”, para que ao vencê-lo, em todos os momentos da vida, sentíssemos satisfeitos com nossa coragem. Este era para nos mostrar o quão perigoso podem ser certos caminhos. Abrir os nossos olhos, nossa mente e fechar nossa ânsia de “querer tudo”.
Porém não tenho visto o medo ser usado mais desta forma, pelo contrário, o vejo como algo que nos prende, não permitindo que sejamos seres comunicativos, seres entregues, seres que buscam conhecer outros seres e assim formando laços. Somos cada vez mais fechados dentro de nós mesmos. Somos “reservados”. E até que ponto isso pode ser bom ou ruim?, pois fechar-se num mundo como hoje é tão natural quanto as crianças que já nascem com dentinhos. O mundo está em constante mudança e pergunto: boas ou ruins? Até que ponto?
As pessoas não procuram ajudar umas as outras, não procuram ajudar a si próprias e tenho visto cada dia mais que elas só aceitam e aceitando acabam por cometer erros desnecessários. Atitudes e momentos que se fossem pensados e que se tivessem permitido “abrir-se” para os outros, talvez, pudessem ter sido evitados. Por que precisamos “tomar na cara” para aprender? Por que não conseguimos medir a importância de nossas atitudes perante o que nos cerca exteriormente e interiormente. Pergunto-me, confesso um tanto decepcionada e triste quanto os fatos que vejo no dia-a-dia.
Desde criança ouço: “Esperança é a última que morre”, portanto frente a tudo que me é visível e sentido penso que nem sempre temos esperança de que certas coisas mudem, pelo contrário, penso que muitas coisas ainda podem piorar, por mais esperançosa e ingênua que eu seja. Certas coisas decepcionam e por ver que dia após dia são piores ainda, causam isto que eu chamo de descrença. Sou sentimental ao extremo e jamais passou pela minha cabeça que eu diria tudo isso, somente perante fatos como este: as pessoas não confiam e não se deixam confiar. Elas não se permitem.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

poeminha da minha vida




mudei a cor dos dias
nada mais de cinzas
nada mais de choros.

mudei a cor da alma
que no fundo lamentava
não ter encontrado paz.

mudei todas as cores da vida
desde que tomaste conta dela
me ensinando o quanto és bela.

a vida que me mostra
com cheiro de alegria
para encarar o dia-a-dia.

o sorriso se faz presença
no fim de cada dia
e, me sinto inteira, enfim...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

breve espera



os sorrisos em meu rosto
apagam o que de mal existe
as lembranças são de sonhos
com gosto de saudade

de mim a ansiedade tomou conta
ver teu riso, abraçar teu corpo
como num piscar olhos
te tocar inteiro, te fazer presença

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Esse cara é ele



No embalo de: Esse cara sou eu, do nosso Rei.

Desde que começaram a anunciar a nova novela das 21:00 da Globo, estou encantada com a nova música do nosso rei Roberto Carlos. A música de melodia linda e letra maravilhosa e intensa chama-se: Esse cara sou eu.
"Esse cara sou eu" e me remeteu de imediato ao meu "cara". O cara cara dos meus sonhos e que me ensinou, sem nem perceber, o quanto é extasiante ter não só um namorado mas também um amigo. Ele, que sabe muito bem representar da melhor maneira os dois quesitos. O "cara". O meu melhor.
O cara perfeito não é aquele que será montado com as qualidades que queremos e sem defeitos. Esse cara não existe, sejamos realista. O cara perfeito não será aquele que ouvirá todas as nossas lamentações e se calar, não se importar. O cara perfeito não será aquele que irá se doar a tal ponto de só querer nos agradar, sem expressar o que sente. O cara perfeito vai errar assim como nós, porém vai tentar nos ajudar a entender  que nem tudo é como pensamos, vai nos mostrar o erro e não simplesmente deixá-lo passar. Ele vai chorar, vai desabafar, vai discutir a relação sem medo, vai conversar e compreender, vai abraçar e, mais que isso, perceberá o momento exato que precisamos daquele abraço. O cara perfeito possui e possuirá defeitos e são esses que tornam o relacionamento perfeito a cada dia, a cada aprendizado, pois "o cara perfeito" é aquele que com seus defeitos somados com os nossos formam uma relação sincera, amiga e com muito amor.
Esse cara é ele que me torna completa, inteira, realizada, feliz e segura. É ele que proporciona sorrisos do amanhecer e até mesmo nos sonhos - esses que com ele boa parte se tornaram real e, ainda irão se tornar, muitos outros. É ele que até mesmo nas conversas mais difíceis sem me acolhe. Esse cara é ele. O meu "cara", o meu grande amigo, o meu maior parceiro, o meu porto seguro, o meu grande amor, o dono do melhor abraço e do meu coração. Meu grande amor.
Lembrarei toda vez que a música tocar e todos os dias - por todos os meus dias - o quanto é incrível um sentimento assim. Imenso e verdadeiro. Amor. Perfeito mesmo é ele, o amor, é amar e principalmente o que nos faz sentir em paz e feliz. Perfeito é poder dizer que encontrei o meu "cara" e que sou completamente realizada.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Por falar em saudade



No embalo com: Reticências de O Teatro Mágico.

Saudades são eternas reticências – tanto boa quanto ruim. Por mais que o objeto ou o sujeito que sentimos falta esteja junto o simples fato de saber que irá partir logo já dói, aperta o peito e já bate aquele desânimo. 
Querer estar grudadinho, sentindo o coração do outro bater em um abraço longo e como se o mundo fosse acabar naquele instante, sorrir. Sorrir, pois ali é o melhor lugar do mundo para se estar, no abraço de quem amamos.
Tem saudade que é ruim, como aquela de quem partiu e sabemos que não irá mais voltar, aquela a qual criou certo “buraquinho” dentro do peito – que mesmo o tempo amenizando a dor, jamais será esquecida. Saudade é uma eterna lembrança. Lembrança boa e dolorida. Uma eterna falta. Porém, há saudade boa – estou vivendo nela, ultimamente – é estar longe de quem amamos e querer estar junto, porém saber que logo este dia irá chegar, logo os abraços serão os mais longos, logo os sorrisos serão divididos, logo percebemos o quanto esperamos para estar juntos e esta saudade transforma-se em presença, colo, amor.
Gosto de pensar em saudade sempre como algo bom, pois só sentimos por aquelas pessoas que nos trouxeram algo bom ou por momentos que marcaram nossa vida. Saudade é como se quiséssemos viver novamente: um aprendizado, um carinho ou uma pessoa. Saudade é querer ter perto se distante e mais perto ainda, se perto. E, para deixar claro: estar perto não quer dizer ao lado fisicamente e sim, sentir que há uma ligação, uma intimidade.
Eu, como típica canceriana, possuo uma sensibilidade enorme e, desta forma, sou impaciente, quero logo acabar com a saudade, estar abraçadinha, doando caminhões de carinho e ver aqueles risos que acolhem e ao mesmo tempo animam. São as melhores demonstrações de amor. E, confesso, gostaria de viver em um mundo com menos saudade e mais presença, menos lembrança e mais companhia, menos partidas e mais chegadas, menos adeus e mais “bons dias”. Gostaria de ter todos aqueles que amo junto, bem coladinho, mas como é impossível a lembrança e a saudade vou sempre carregar comigo.
Vou sempre esperar por mais chegadas, como estou na espera agora, porque até de falar em saudade o peito já aperta e quero logo aquele abraço que, como dizem, é o lado bom da vida.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Porto seguro



"Você significa tanto para mim que às vezes não sei como lidar com isso. Quero te cuidar e te prender em meus braços como se o mundo ainda não estivesse preparado para merecer alguém como você."

Luara Quaresma 

Nos teus olhos encontro um caminho, uma razão para acordar e seguir adiante, uma paz imensa que jamais em outros tempos me foi passado. Em ti - que me arranca sorrisos verdadeiros, risos tímidos, risos em que sinto o corpo inteiro sorrir - me encontro. É como se uma vida inteira, até então, fosse um caminho trilhado apenas para te encontrar e ver que tudo faz sentido, portanto o meu corpo inteiro sente a calma e a segurança que teus olhos me passam.
Em ti encontrei um porto seguro, um abraço quentinho e cheiroso que aquieta meu coração, um carinho cheio de amor. Em ti eu vi o quanto a vida pode ser diferente, o quanto ainda poderia ser feliz e o quanto ainda se pode acreditar que tudo dará certo. Ao te encontrar, tudo o que estava a minha volta parou, o mundo deixou de existir em torno de mim e só passou a ter o teu sorriso e o teu olhar maravilhoso. Ali, sem ao menos saber, tu me ganhou. Encantou.
Sou louca, l o u q u i n h a, por ti. Tu me encanta cada dia mais, faz com que eu te ame a cada olhar, cada palavrinha, cada piscadinha de olho, cada sorrisinho, cada colo quando o coração aperta, cada conversa, cada suspiro e sou louca, louca, louca por ti, mesmo que tu estejas sem fazer nada.
Meu amor, minha vida, meu lindo, minha razão de ser feliz, meu bebê, meu tudo. Não consigo ser feliz sem ti, não sei sorrir da mesma forma, não sei como ver graça nas coisas, não sei. Não vivo sem ti. Te quero o tempo todo, te preciso, te amo e te amo e te amo, como nunca amei alguém.
Não paro de pensar na alegria que tu me passa, nos momentos juntinhos e que quando algo tem que acontecer, simplesmente acontece. E contigo eu sinto que é de verdade, que é forte, que é mais do que simplesmente dizer "eu te amo", contigo eu sinto algo indescritível. Por ti eu sei que tenho forças para encarar tudo o que vier pela frente. Contigo eu quero uma vida, planos, sorrisos e mais sorrisos, quero que seja eterno.
Amor da minha vida. Simples.

"Meu amor, no meio de tudo, tua existência me abençoa."
Clarice Lispector in MINHAS QUERIDAS.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mania de você



Minha mania de sonhar a conta gotas.
Mania de ti a todo tempo.
Mania de imaginar nós, a sós e em nós.
Mania de te esfriar o corpo com minhas pernas frias
- enroladas, entrelaçadas, esmagadas entre tuas coxas.
Mania de viajar até te encontrar sorrindo com os olhos,
- dizendo, gritando, sentindo me amar.
Mania de querer te ver me tomar,
- pela mão, pelo seio, pelo verbo mais nu me degustar.
Que cheiro bom esse de te imaginar,
- uma mania, um gosto de bom de amar o teu amor.
Mania da tua mão na minha cintura,
- maneira melhor não há de me fazer segura.
Mania sem vergonha de te desejar
- na minha cama, na tua, no chão ou no meu olhar.

Gosto de ter essa mania de ti.
Mania de manear teu corpo ao meu.
Mania simples de te amar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

miss u


teu cheiro guardado em mim
como quem quer roubar
teu jeito, teu colo, teu beijo...
teu sorriso marcando meus lábios
como quem quer uma vida,
uma lua, uma dica...
teu corpo quente derrete
meu coração nada frio,
derrete até os olhares
de quem nos viu.

pra ti lembrar de mim


vou te colocar aqui dentro,
te aquecer, te beber, te tomar inteiro.
tu deitas ao meu lado, toca nossa música,
acalma meu peito e te beijo na nuca.
escondo teus males com um abraço,
enfeito teus dias com meus sorrisos.
eu sou teu corpo quente e teu beijo duradouro,
eu sou o gole de água gelada que tomas a me ver.
vou ser o colo que te acaricia a cada dia,
até adormeceres, até o teu cheiro ser o meu,
até o dia não mais nascer.

Ao som de: Engenheiros do Hawaii - Perfeita Simetria

sexta-feira, 4 de março de 2011

embaralhou



tem na mão
como quem já tocou
ao som excitante
me convida pra dançar
me embaralhar
na tua intensidade
e vou sem piar
me entregar nesse baile

Ao som de: Undisclosed Desires - Muse


wish you now


enrosca as tuas palavras
enrosca como se fossem minhas
misturadas entre tuas fantasias
e as minhas, entre nossos gostos
e que gosto eu tenho de gostar de ti
enrosca teus dedos nos fios do meu cabelo
e sorri com os olhos como quem quer mais.
e quer não nega, isso que me faz perder o ar
teu cheiro amadeirado
mistura quente com meu doce
desejo de nós dois.


Ao som de: Glory Box - Portishead

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pra sempre, Caio.


Como esquecer? Como escrever? Quaisquer que sejam as palavras tornam-se pequenas diante a grandeza dos teus olhos, sorrisos, das doces e outrora decididas palavras. Como chegar simplesmente no dia 25 de fevereiro de 2011 e não respirar a simples frase: “Que seja doce!”. Impossível. Impossível chegar aqui e não ficar emocionada em lembrar cada texto do Caio e não lembrar como eu me senti confortavelmente bem em encontrá-lo, em viver esse caso de amor com ele todos os dias e me sentir viva a cada palavrinha dele. Tudo é pequeno diante de ti, Caio. Tudo é pouco diante do que tu trazes para mim e milhares de outras pessoas nesse mundo.
“Volta que eu te cuido, e não te deixo morrer nunca" e se eu pudesse faria isso, te cuidaria, te amaria mais e mais e muito mais sempre. Pela tua capacidade de expressar em palavras os teus pesares, o teu sentir e por sempre me entender. Teu jeito de saber todos os dias como eu me sinto e ninguém sabe tão bem quanto tu. E quando eu deito na cama e olho para o teto e digo: “Caio, me ajuda, Caio!” e tu sempre me ajudas, Caio. Contigo eu sei que não estou sozinha. Tu escutas cada pedido meu, tu me manda sempre boas vibrações por mais difícil que seja a situação, tu acalma o meu coração. Contigo, Caio, aprendi a ir fundo com os meus sentimentos, porém sempre dar tempo ao tempo. Contigo eu renovo a minha fé todos os dias. Contigo e por ti. Todos os dias.
E emocionada, agora, só isso me vem à cabeça: “Gosto de pensar que quem já morreu fica num lugar quentinho, que a gente não vê, cuidando de quem ainda não morreu. E se você quiser agradar a essa pessoa, é só fazer coisas que ela gostava. Aí ela fica ainda mais quentinha e cuida ainda melhor da gente.". E podem se passar anos e mais anos, tu é eterno, Caio. Sei muito bem que não só pra mim, mas pra muitas pessoas que eu conheço que eu aprendi a amar, também contigo. E tu estarás sempre no coração de cada um de nós, jamais nos esqueceremos de ti e sempre lembraremos de ti da melhor forma possível, com o teu sorriso mais lindo e com o teu jeito de sempre tentar fazer o que o coração diz. Tu és um exemplo e sim, um grande amor!
Fique em paz, onde tu estiveres e tenhas certeza que estas aqui, no meu coração. E hoje, olharei o céu nublado, sorrirei com o teu sorriso mais lindo e direi por ti: “Que seja doce, sempre doce, porque tu estas em cada canto e principalmente aqui, dentro de mim!”. Obrigada por tudo, Caio! Sem mais palavras porque a emoção é grande.

“Toda a minha saudade, e o meu amor de sempre.”

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Piegas


Eu conversava sem prestar atenção e eu gritava dentro de mim: “Larga de ser tão piegas! Larga!”. E eu tentei, juro que tentei, mas foge de mim, é mais forte e confesso, me ganha. Eu escondia entreolhares o medo de soltar o verbo, o medo que vissem nos meus olhos o meu exagero, o meu sentir, a minha necessidade de amar e não fingir. E de amar, distribuir. Eu olhava ao redor e os copos de whisky eram tantos e os homens encarando as mulheres que se escondiam embaixo dos seus batons vermelhos que no fundo, queriam era manchar aquelas camisas brancas, rasgá-las e simplesmente se entregarem aos cheiros do corpo daqueles caras de olhares parados. Sem agir. Eu olhava e tudo que eu pensava era: “Por que as pessoas se escondem por debaixo dos panos?”. E eu não. E eu sempre com o meu exagero, os meus anseios, as minhas loucuras que por vezes nem mesmo eu conseguia controlar, mas eu sempre fui de verdade e sempre me entreguei de verdade, por mais que não soubessem entender a minha maneira de sentir, de coração aberto, essa maneira de deixar as cicatrizes à vista.
Amar demais, amar simplesmente, amar. O que os outros pensam eu nem pensava, eu nem ligava, eu ia deixando pra trás o que não me agradava e ia colhendo sorrisos e flores que aqueles jovens levavam para suas namoradas no final do dia. Seja por perdão ou simplesmente pra ganhar o seu coração. Eu adorava ver aqueles olhares que as pessoas lançam na rua, algo comparado com um pavão quando abre as suas penas para chamar a atenção da fêmea. E será mesmo que as pessoas pensam que esses olhares devem ser escondidos? Que as piscadas para a moça sentada sozinha no hall do hotel, lendo o horóscopo para saber se o amor da sua vida aparecerá naquele dia, devem ser escondidas? E será que não é melhor olhar, conhecer e deixar que o sentimento diga o que pode acontecer? E por tantos e tantos e muitos motivos que o amor anda tão em falta nos nossos dias. Deixar rolar, deixa acontecer, deixar chegar, invadir, te tomar, te vencer. Deixa sentir!
Eu, com os meus medos e devaneios, largo tudo por um olhar quente. Largo até mesmo os pensamentos que rondam a minha mente sempre, sem-pre! Por um olhar que prende a voz, que arrepia os pequenos fios da alma, por um olhar de intensidade, um olhar que traduz a verdade que te cala por dentro. Com meu jeito demodê moderninho, só quero chegar mais um pouco, sempre quero ganhar mais um espaço, vou buscando só o que me causa arrepios. Vou sendo, vou exagerando, vou amando e amando tudo o que me causa frio na barriga. Vou deixando que os sentimentos me tomem, e se eu cair, pode crê, vou levantar e seguir adiante. Piegas, clichê, morderninha e o que for, só quero é ter a liberdade de sentir o cheiro e o gosto da vida, e o que ela me trás. Sem esconder os olhares, sem fugir dos impulsos, sem mentir pra minha alma e sem deixar de buscar os sorrisos. Quero é que esse mundo louco tenha mais sentir do que precisar. Quero é que deixem os arrepios serem mais frequentes e o que mexer contigo, o que te tocar o coração, nunca seja esquecido. E se chorar, que chore, que chore! Mas que nunca deixe de sorrir!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Meu presente



"Eu pensei em escrever-lhe um texto titulado de “Loira de Porto Alegre” mas encontrei uma foto tua perdida pela internet e estavas ruivas, pensei comigo, “Foi por água abaixo o pouco de criatividade que me havia surgido”... Vasculhei, vasculhei, vasculhei, tentei saber de você um pouco mais (benditas sejam as 89 perguntas que você respondeu no seu formspring) que bom que seu nome não é TÃO comum. Achei seu orkut, que não me ajudou em muita coisa, afinal estava tudo bloqueado por lá e acho que você está loira sim, enfim, mas ele me forneceu o teu twitter (ui dô pra detetive) e esse, ah esse deu-me tudo que era preciso, pra escrever algo pelo menos um poquinho bonito. E o melhor de tudo desse amigo oculto foi que conheci o que você escreve e amei. *-*
Minha amiga oculta é a Tassyane Américo do Blog Palavras de Fato.


'Palavreadora' de Porto Alegre

Uma cânceriana de Porto Alegre, de dezoito anos e uma aliança no dedo, de palavras singelas, palavras concretas, que traduzem sentimentos abstratos e nos fazem viajar por caminhos tão conhecidos e ao mesmo tempo tão complexos.
Ela descreve-se Lua e confesso, assim como a lua tens um brilho próprio, e que o transmite aos quatro cantos com as suas palavras, de fato encantadoras e adoráveis.
Se fosse presentear-lhe daria um par de sapatos não sei se saltos, sapatilha ou outro tipo, mas acho mesmo é que desejas um Estojo Egeo Dolce do Boticário e ai que tal? Mas como Palavreadora que é, presentear você com palavras pode ser também agradável.
A gente caminha pela vida, encontra pessoas, escreve pra alguém, conhecido ou desconhecido, escreve e descreve em palavras sentimentos alheios, ajuda, auxilia, conforta, ameniza. Até anteontem eu nem te conhecia, e até hoje você nem de mim sabia, e depois de palavras talvez desejemos ser amigas?

E mesmo que não acredite no pra sempre Querida Palavreadora, saiba que o que se joga na rede fica por aqui pra sempre, e nem que não saibas, porque o teu sempre acabará algum dia, você fará parte sempre da história de um blog com palavras de fato que transmitiram muito ou pouco para outro alguém, veja Caio Fernando de Abreu talvez seja pra sempre e faça parte do sempre do alguém (ou 'alguens') que simbolizará um momento marcante de sua vida, seu filhos podem muito bem ler sempre as tuas e as palavras dele. Mas deixo isso tudo pra tua perspectiva.
Querer sempre ser melhor, evoluir, aprender, discutir, expor e transmitir, não passar pela vida e sim caminhar de mãos dadas com ela, não permitir que o de fora estrague o que existe dentro, colocar pra fora o que há de bom não deixar guardado, 'egoisado' , ser mais pra fora, ser palavreadora, ser intensa , ser sentimento, cheia de orgulho e aperfeição , amar, amar e amar, e dizer por ai como é amar, como é sentir saudades, como é felicidade, nem tudo é tão bom, mas de tudo pode-se tirar o melhor.



E que em toda uma Mutação cheia de Lua e intensidade seja sempre Tassyane Américo, palavreadora cheia de risos bobos, fantasias soltas e brisa leve."


ESCRITO POR: Jussielly Leal DO BLOG: http://juuhls.blogspot.com/

Amigo Oculto


Olá, gente! Bom, vim postar sobre o meu Amigo Oculto e posso dizer que ela é realmente oculta para mim. Pensei em vários jeitos de falar dela e nenhum me parece concreto e pelo pouco que pude ver é puro sentimento. E, como sabem, falar de sentimentos é algo difícil, mas senti-los é especial demais. Portanto, acredito na verdade de quem escreve sonhos, de quem manifesta os seus sentimentos em palavras ou gestos. Sonhos é o que torna a nossa vida realidade. Sonhos é o que escreve a minha Amiga Oculta, Meg, dona do blog: Escritora de Sonhos.

Meg – A Escritora de Sonhos

De ti sei tão pouco e procurá-la nesse mundo virtual é quase um tempo perdido. Desconhecida e conhecida em sonhos que em palavras traduz. Meg, descrita em cachos dourados e olhos de Mar; mar que nos leva e nos traz. Meg com olhos claros que reflete a alma, reflete a vida que nos transmite em poemas e frases pontuadas. Louca de felicidade é descrita pelos que lhe olham e lhe julgam fiel aos que lhe fazem bem. Escreve e parece que escrever a torna melhor, escrever a traz paz. Em seu recanto dos sonhos parece se soltar em volta das letras e colocar ali, naquele “papel virtual”, o que se passa dentro de seu coração e sua mente.
Meg parece ser alguém que transmite calma e sossego. Se algo pudesse der-te de presente, certamente seria um dia de sol, que por menos inspirador que me parece, ele iluminaria teus cachos dourados e refletiria em teus olhos-mar o céu azul de quem ainda vai sonhar por muito tempo. Os dias podem passar e a vida trocar seu rumo, mas jamais será deixado de lado algo que nos traz alegria, por isso digo que tudo pode mudar, mas a Escritora de Sonhos sempre existirá.
Um Natal iluminado e que 2011 seja cheio de sonhos e que muitos deles sejam realizados. Um beijo enorme em ti, Amiga Oculta.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nada mais


"Nada parece igual, nada parece estar da mesma forma que antes. Bom, eu também não gostaria que fosse igual, mas que tivesse ao menos o mesmo corpo, o mesmo toque e que fosse mais atrativo, ou atraente, que seja. Nada mais toca na pele, nada mais emociona e causa os famosos arrepios. Nada mais é como era ou como eu sentia que era. O cheiro mudou, o jeito mudou e as palavras mudaram. E, hoje, a razão é outra – eu sou outra." - Ou não.
Vestido rodadinho e floridinho, cabelos curtos e loiros, com os mesmos olhos, porém não mais com os mesmos olhares. Com um corpo mais brasileiro, com a alma muito mais revigorada e com os sentimentos muito mais à flor da pele. Nada mais é como era antes, mas hoje é tudo mais colorido. É a vida que sorri de canto, é o destino que venta e assopra os meus cabelos, é os olhos da verdade que vejo no coração alheio, é a maturidade que chega batendo, entrando, sentando e tomando um café comigo. São os risos, é a calma escondida por detrás dos meus tumultos. Mudou, mas agora é diferente, agora é de corpo e alma.
Tudo com gostos diferentes e o meu coração sorri. Pula. Grita. Pede mais emoção, busca mais conforto e afronta o que dele o for discordado. Com alma branca, com a voz branca o vento me trás alegrias. Uma mudança sempre gera desconforto, porém é muito boa quando tudo ocorre bem. Deixei de lado as coisas do passado, em breve lembranças ficaram marcadas aqui dentro de mim, mas agora é diferente. Nada mais é motivo de lágrimas. Nada mais é sem coração.
O que foi e é essencial, fica. Sempre fica o que for de total entrega. E em mim o que fica é de puro sentimento, é de total entrega. O que fica é sempre o que nos tocou e mexeu com os nossos sentidos. O que fica é algo que marcou que mereceu ser lembrado e que em mim causou arrepios. Sou assim, toda coração, toda emoção. Sou o brilho nos olhos e a garra de um leão.
É tanta sensibilidade, tantos momentos que ainda enlouqueço. Essa minha mania de colocar coração em tudo, de encontrar razões para ser tanta emoção, cansa. Esse meu jeito de querer rasgar a roupa, colar do teu lado e esquecer o que possa acontecer. Me assusta. Esse jeito que eu tenho de arriscar, de sentir e de ser tão extremista. Me assusta. Mas, nada mais é por acaso. Colocar o vestido que tu gostas pintar a boca, os olhos e esperar o teu abraço, sentir o teu cheiro, te ter ao lado. Nada mais é indispensável, nada mais é sem querer. Pele com pele, coração com coração e um sonho a mais. Sempre há algo a mais, ou pelo menos, é o que eu espero que exista. Algo mais para sentir, acreditar e até mais, algo a mais, para amar.
Até mesmo o sonhar é diferente, causa delírios que eu não conhecia. Algo como desejo sem alcance, como se fosse proibido. E é. Mas, faz sentido os meus arrepios fora de hora, a vontade de sentir tua mão na minha e até mesmo só de olhar nos olhos. De longe. De canto. O coração é sempre um grito mais alto e em mim causa tantos estragos que eu prefiro nem pensar e agir. Meu tempo de calmaria não existe. Sou assim, riscos e mais riscos. Gosto de tocar à alma e ser tocada, gosto que me causem borboletas no estômago e que me deixem sem chão, gosto de tudo que posso me fazer flutuar e esquecer o superficial. E o que não toca, o que não risca o peito, não lateja o corpo, não estremece o corpo e não me assusta – infelizmente – não me toca não me chama atenção e, muito menos, me faz delirar. Sou mais os riscos e os sentidos, e claro, tudo que me faça ficar apaixonada, encantada e arrepiada.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sentidos


"Transfere pro meu corpo
Seus sentidos
Pra eu sentir
A sua dor, os seus gemidos
E entender porque
Quero você!"
(Zélia Duncan)

Coisa de pele, coisas de um coração à moda antiga e certas coisas impossíveis de explicar até mesmo a mim. Uma loucura, os pensamentos fogem do controle e tudo o que eu mais quero: sentir! Sentir que o mundo pode acabar amanhã e que hoje é só mais um risco, só mais um frio na barriga e que esse pode ser o último. Me muda, me transforma. Tudo isso me causa delírios.
Pensar nos caminhos cruzados, nas nossas linhas tortas e todas as coisas que mesmo não querendo me levam até ao teu olhar, tudo isso acaba comigo aos poucos. Me dói sentir. Me alegra sentir. Não entendo, mas sinto numa imensidão que me cala. Me acalma. E posso até estar perdida, estar sem rumo, mas estou sempre aí contigo. Estou sempre no teu coração e sempre sorrindo, pra ti.
Mudança de planos, de vida, cabelo, roupas. Mudança de cores, risos e cantos. Mudança de discos, livros e cortinas. Mudança de alma, de tudo. Mudança de ti, de mim e de nós. Algo no meio não permite por mais que se sinta. Algo no meio nos impede de seguir adiante e limita o teu sentir do meu. E o que o risco te traz? E o que ele te faz?
Um gole de algo forte e amargo. Um gole de desapego e algo gelado para tirar de mim o desejo. Apegar, pegar, sentir e cheirar. Casos e um pouco menos de acasos para mim, por favor. Me traga o que mais deseja, me dê em imensidão, me dê em intensidade. Me tome em um gole só e não respire, não tire teu corpo, teu cheiro, teus olhos e teu pensamento de mim, pelo menos não essa noite. Não hoje. Fique comigo até o sono chegar, me beba, me invente palavras e minta se necessário for. Mas, fique aqui comigo até meus olhos não agüentarem te olhar.
Troquei a roupa de cama, troquei minha roupa, troquei o perfume e até mesmo o jeito de andar. Mudei até mesmo a voz e nada disso mudou o que ainda ficou aqui, no coração. Ela cor-de-rosa e ele com o preto básico. Ela de olhar baixo e riso escondido e ele olhando para o lado como quem diz: me olha. – Me olha! Só por hoje, me sinta aqui.
Como os meus sentidos me fazem viajar, como tu me causas pensamentos que nem mesmo eu os conhecia. Como sou vulnerável aos teus encantos. Ainda que o tempo não pareça ter passado, eu caminho para longe e estarei ainda mais perto dos teus beijos ao amanhecer. Colocarei os olhos em ti e sentirei tudo reviver. Re-viver. Como se eu estivesse descobrindo ali, naquele momento, o que é realmente estar viva. E sentirei, prometo a mim mesma. E quando sentir, eu sei, tudo vai ser diferente. Tudo será cada vez mais intenso. E eu vou amar sentir tudo isso.
Meus arrepios serão todos teus, nem que seja em sonho, nem que seja em pensamento, nem que seja em outra vida. Eu vou indo, embora, sem cantar a nossa música e sem dormir ao teu lado. Eu vou indo porque é preciso acordar, é preciso viver mesmo que a noite esteja boa, mesmo que ela pareça não ter fim. Eu vou indo e o que eu sinto sempre ficará. O que eu sinto nunca irá mudar.

sábado, 4 de dezembro de 2010

e o que eu faço?


me prende e me deixa
tão solta tão tua
que me faz ficar confusa.
entre corpos e soluços, te busco,
te caço e ainda me engano.
teu jeito de não saber o que fazer
e faz tão bem que ainda me mata.
me enrola como quem quer e não quer,
e me tem como quem nunca quis nada mais.
coloca no colo, dos pés à cabeça, me enlouquece.
me mente, me tira do sério,
mas ainda é tudo o que eu mais quero.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

De presente: tu.


Um homem alto, com cheiro de roupa limpa misturada com aquele perfume amadeirado, costas largas e mãos grandes. Um homem com os melhores defeitos do mundo, um homem que apesar dessas idas e vindas do meu jeito inconstante, tenha fé. Me encha de fé. Me faça querer ter paz, sempre em paz. Um abraço quentinho, acolhedor. Um toque gostoso, um beijo molhado. Teu cheiro no meu corpo e tudo que me faça perder o chão. Todas as noites.
O que eu sinto me confunde, me faz perder o chão e delirar. Nossos caminhos cruzados, mal alinhados e sempre persistentes. Nossa vida juntos, eu e tu. Nossa vida sem estarmos juntos, nós dois e lua. Meus pensamentos sempre recorrem aos teus, mesmo sem querer ou por querer, provocar. Meus desejos são fortes, quentes e me tiram desse mar de calmaria que eu vivo. Eles me provocam, eles te provocam e te deixam cada vez mais comigo.
Teus olhos que te entregam cada palavra dita por ti, que te torna cada vez mais meu e eu, que negando ou não, estarei sempre aí, dentro de ti. Se soubesse o quanto é gostoso esse meu sonhar por ti. Se tivesse noção do quanto eu sinto aqui em meu peito. O sorriso nunca esquecido ainda marca minhas roupas, meu corpo, minha vida, minhas lembranças.
Meu coração balança e não engana. Borboletas no estômago e essa louca vontade de mais um toque.
Um presente assim e os arrepios são feitos, um presente assim me faz perder a cabeça. O que eu quero ainda não há explicação, mas o que eu desejo é ainda só emoção. Minha razão perde os sentidos quando a alma grita e eu imploro um pouco mais desse teu sorriso. Um gosto marcado, um choro trancado e o que ainda não veio, estará por vir.
Meu presente é o amor com cheiro, com gosto e co toque. Esse amor sem razão, essa coisa maluca de sair porta a fora e te sentir em cada instante. Esses sentidos escondidos por tempos, por horas, por momentos em que nada podia ser feito. Esse é o meu melhor presente, te presentear com o meu gosto. Com o meu sentir. E de tanto sentir me faço inteira. Inteira por ti. E que de amar demais me faço risonha, por tentar encontrar em tuas costas largas o caminho da felicidade.
E o que tu queres de presente? E o que tu queres para a tua vida? O que te faz sonhar? Meu cabelo comprido, minhas mãos pequenas, meus risos escondidos pra ti ou a minha vontade maluca de estar por perto. Sempre perto, cada vez mais junto?
Meu pedido sentimental, meus desejos escondidos e sempre tu em minha cabeça, em meu coração. E por que tudo é assim? Com tanto sentimento, com tanta intensidade, com tanta emoção. Me perco pensando, sentindo e querendo um pouco mais de ti. Me perco em teus encantos que por mais loucos me encantam tão bem. Me acho cada vez mais em ti, nos teus olhos e palavras. Me encontro em cada dia que passa mais ao teu lado do que em qualquer outro lugar.
E por mais sem chão que eu esteja contigo, por mais sem noção que eu possa parecer, não negue que sente. Não negue que balança esse meu sentir todo, aí, no teu coração. Pode até ser devaneio, pode até não ter sentido, mas o meu presente é esse, teu cheiro comigo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

o que a chuva me traz



que me traga um pingo frio
um beijo e um calafrio.
e esconda entre o riso
o teu abrigo, o teu sentido.

me traga uma gota leve,
um cheiro breve,
um gosto de quem esteve
ao lado e estará sempre.

não negue,
enxergue, sinta e mais que isso
me faça ser presente,
se entregue.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O dia de sempre


Deitada e rolando de um lado para o outro. Ouvindo Train e pedindo aos céus que o sono, sem sonhos, venha logo. Como boa canceriana, tenho aqueles sentidos despercebidos de ficar pensando em mil coisas antes dormir o que resulta em uma pequena insônia. Eufemismo. Dentre todos os pensamos: Tu. Tu que enrola meus pés à noite pedindo carinho. Tu que me tomas em teus braços largos como se eu fosse um ser indefeso, como se eu não fosse. Tu que entendes meus demônios, minhas feras, meus risos impulsivos, meu modo de falar e essa minha liberdade toda. Tu que encontras em mim um porto seguro quando na verdade o meu porto de seguro não tem nada. Tu que esteve ali dia e noite, abraçou, chorou, gritou, pediu e me tens, ainda que soluçando, me tens. Inteira, sem metades, sem empecilhos. Com maldade, com amor, com vontade. Tu que me encontras na sexta à noite e me abraça de um jeito tão louco que me faz sentir, (t)nua.
Eu tomei as tuas dores, tu tomastes os meus medos. Acreditou nos meus murmúrios e passou a mão sobre meu corpo como quem diz: Vem, te dou abrigo. E quando eu vejo, ali estou, com a cabeça deitada em teu colo pedindo, por favor, mais um pouquinho. Mais um cheirinho. Eu com os meus calos nos dedos, no coração, na cabeça e mesmo assim, hoje me sinto contente, te tenho ao lado, em cima, atrás, comigo. E o que quiserem falar, que falem. Sou eu, aquela destemida, desnuda, sem letras e sem nome se preciso para honrar o teu nome, caminhar ao teu lado, não deixar nenhum encosto, nenhum medo bobo te tirar de mim. Sou aquela que eles querem, que elas temem e que tu tens nas mãos, nas pernas, nas costas. Tu tens, me tens aí contigo.
Mentiras, Carícias. Caminhos, larguras. Perfumes, delícias. Nossos ritmos sempre em conjunto por mais distantes. Tu. Tu guri que me irrita que me tira que me engana que me ganha que me teme que me treme que me lambe que me invade que me vence que me leva que me ama. Tu guri que eu sinto de longe e me fascina. Larga esse medo de me ter inteira, eu venci os medos do passado para te ter aqui e agora, eu te tenho como quem quer por uma vida inteira, como quem não deixa por um segundo o abrigo. Larga esse jeito medonho de querer caminhar na vida, sozinho. Larga esse jeito de não querer ter alguém contigo para te tocar ao amanhecer. Larga de querer uma noite e ganha todas. Larga esse perfume de noite e volta pro rincão, volta pro chão, volta para o meu colchão.
Não peço segundos, não peço que tenhas contigo como um refúgio das noites de solidão. Quero mais, tu me deu esperança, tu acalmou o que em mim havia de mais inquieto. Tu tocou meu coração e se tocado ele foi, ele sentiu, gostou e aqui está pedindo o que tu prometeu. Não tenhas medo do que há em mim, eu posso mostrar que tudo o que havia aqui, passou. Não tenhas medo de tocar o amor, eu irei aonde for para mostrar o quanto eu quero mudar o que passou e viver contigo o dia de hoje. O dia de sempre.
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