''Fechar-se não está com nada , as pessoas são sempre o que de melhor existe .''
(Caio F. Abreu)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ouse e me tente

Escolhi sair daqui, deixar minha vida e seguir sozinha. Busquei teus braços e tua pele clara em outro alguém que me abrigou e esquentou nos dias frios. Encontrei um coração quente que me deu um canto e confiança. Tola, fingi esquecer o impossível. Fingi um amor em um amigo e fiz contente quem me sorrio. Fui bela quando necessário e sorridente quando pediam. Perdi meus tons, perdi teus toques, perdi a vida que me fazia contente. Perdi os dias de sol que batiam pela janela, senti o frio bater no rosto e lembrei-me dos dias em que a vida era um amor – era o amor.
Escutei os tons que tu ouvias, falando baixinho e delicada lembrei-me dos beijos que iluminava os meus dias, tons fortes e claros, tons que me trouxeram paz por instantes e me deixou em guerra com o coração. Deixei-me levar pelo que eu queria pelo que eu sentia e esqueci que dói. Medos atormentaram minha alma como donos de mim e enlouqueceu tudo o que passava aqui dentro de mim. Eu quis. Eu não soube amar.
As letras que escrevo hoje são somente lembranças do que sentimos um pelo outro, são músicas que chegam até meus ouvidos como seus sussurros dizendo palavras apaixonantes. Com as melodias lembro-me dos teus olhares, das tuas palavras. Lembro de mim e de como a felicidade rondava os meus sentidos e aguçava os meus desejos como se eu fosse somente paixão e desejo. Eu senti. Senti o meu coração pulsar no peito me trazendo de volta essa vontade de te ter bem perto. Eu sonhei.
Todos os sonhos que me dei a liberdade de ter até hoje foi como se quisesse esquecer tudo, esquecer teu rosto, teu cabelo escuro e tua boca rosada. Não foi fácil fingir esquecimento enquanto estive à beira do abismo, à beira do sorriso. Coloquei-me em lugares nunca vistos e esqueci por instantes meus impulsos. Pensei em ti, mas fugi. Te quis e menti. Fui fraca e forte. Fui amor e razão. Fui paixão!
Nunca havia imaginado um coração tão abandonado. Um amor tão desolado. Eu senti um aconchego e de certo modo um desapego. Fiz-me inteira quando te tive e logo depois, fiquei aos pedaços ao ver-te seguir as estradas que o levaram para longe. Coloquei meus óculos escuros, abracei o teu cheiro e chorando segui o meu caminho.
A minha vida é de uma imensidão sem fim, é um vazio, um caminho, uma vida de fantasias. Não entenda e nem queira e se entender, peço-te, como um gole de vinho tinto, me beba e embriague-se de mim. Não canse e nem me coloque fora, apenas fique louco de mim, tenha cede de mim e me escreva como jamais ousaram fazer.

6 comentários:

Lia Araújo disse...

Menina, que texto mais lindo!
"Todos os sonhos que me dei a liberdade de ter até hoje foi como se quisesse esquecer tudo, esquecer teu rosto, teu cabelo escuro"

Sei exatamente do que vc está falando!
Sei sim!

bjos querida
boa sexta

Amanda Cabral disse...

Para mim, escrever é uma forma de libertar-me das coisas que fazem mal, se ficam guardadas.
Seguindo aqui flor.
Beijinhos :*

Iriiz Campoz (! disse...

Esse texto resume o que eu sinto!
Eu amei! >.<'

Umbeijo! :*

teentação disse...

oi...vi seu blog no By bina e adorei de cara...passa lá pelo meu tbm,espero que siga,pois já sigo vc!Bjim(josy)

Paulo Dionísio disse...

Textes reflexivos. Adoro. Apesar que faz tempos que não escrevo assim. Deixei meu lado cômico me comer. Quem sabe eu volte a escrever.
Beijos querida.

Dani disse...

oláaa... adorei seu blog, bem intenso!! to te seguindo... beijos :*

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