''Fechar-se não está com nada , as pessoas são sempre o que de melhor existe .''
(Caio F. Abreu)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Após a lua, nós


Nos teus olhos encontrei o caminho, o silêncio que minha alma buscava, a paz que meu pensamento esperava e as turbulências que nossa paixão causava. Em ti encontrei aquilo tudo que esperava de alguém e um pingado de algo a mais para completar o pacote desse amor louco; amor de antes, de hoje e depois. Amor que eu nem desejo ter palavras para explicar, amor que quero deixar sempre aqui, à espera de mais, buscando mais e querendo mais. Quando senti o arrepio de tuas enormes mãos tocarem a minha face delicada e rosada repleta de timidez, causada pelos olhares vindos de ti, gelei. Quis ter-te sempre perto, ao meu lado de mãos dadas caminhando pelo sol do inverno frio. Quente de amor. Ao teu lado o frio tornava-se passagem, nem o sentia. Ao teu lado os lábios eram sublimes, inquietos por um beijo e as mãos que acariciavam os teus cabelos negros aloirados eram as minhas, essas mesmas que por instantes inquietas batucavam pelos cantos a procura da tua pele para tocar, sentir, acariciar e não a tinha. Senti, doeu, chorei e cresci. Crescendo fiz-me forte e ingênua, sempre, apesar de contraditória sempre em mente os teus abraços de polvo e o teu sorriso com os olhos. Apaixonante.
Hoje a beleza está no abrigo que busco e não encontro, no quente do teu corpo que busco e não encontro. Hoje o dia está fosco, frio e as cores que busco estão no teu olhar. Miragem. Viagem. Vontade. Momentos de uma vida passada, de um instante direito em que tudo não me era às avessas. Avessa, mudada, de um lado a esperança e de outro a ânsia. Uma louca por amor, por sorrisos e cores que tanto questionam existir em mim. Não minto, estou em preto e branco, estou em pleno inverno com frio, e atordoada. Porém, estou viva, límpida e contente apesar dos falsos sorrisos largados por aí. Estou à busca do meu eu. À busca daqueles sorrisos próprios, internos e gritantes que há em mim e para mim. Somente assim, aqui dentro de mim, encontrarei essa paz que busco para que então eu possa viver novamente um atordoado, esperançoso e adoidado amor. Pode ser que depois de mim, eu ame. Pode ser que depois das cores que se soltará de mim, eu viva. Colorindo os meus dias, teus, nossos. Mas, eu estou aqui, para mim. E depois, nós. Depois de mim. Equilibrando.
Impulsos largados e essa minha ansiedade estão aprendendo a ficar caladas (um pouco, pelo menos) para que assim eu consiga acreditar em mim, nos meus sonhos e para que eu possa torná-los real. E vou, acredito. Com minhas mandingas, minhas maneiras de depositar força em mim mesma e nesses meus pensamentos sem entendimentos alheios, eu vou conseguindo manter o sorriso no rosto.
Com as lembranças fazendo mais um poço de esperança e com a felicidade dançando em pleno parque à madrugada. Ao outono dos meus amores, das minhas frases, dos meus delírios; volte. Ama-me calmamente com teu calor de primavera e esse frio de inverno. Ama-me baixinho, calado e terno. Ama-me e deixe com que eu te ame assim, equilibrando os sentidos e extravasando sentimentos, desejos e inquietudes. À noite dos meus prazeres, aquieta-te, deixa-me viver a calmaria por instantes. Entrega-me o café de insônia e aceite os meus escritos distintos e contraditórios. Aceite os meus brilhos, minhas fases, minha vida que em ti torna-se mutante e contente. À lua que me rege, faz-me manter o equilíbrio, faz-me ter essas fases, mas que eu possa sorrir e chorar de alegria e esqueça um tanto desses amargos da vida. Ilumina. Encante e faça-me brilhar.
E quando tudo isso acontecer, venha cá amor doente. Amor contente. Amor de uma vida inexistente e que mesmo assim permanece presente. Venha e doa-me os beijos, pois aí sim terei o caminho certo, o modo certo e o beijo perfeito para nós dois. Depois de tudo eu pedirei mais amor. Mais paixão. Mais emoção. Mais nós dois!

10 comentários:

Leo disse...

Muito me tocou, me identifiquei com sua postagem. escreves com intensidade.
me lembrou de um texto de uma amiga a Angel:
"A lua hoje até parece aquele amor... Está pelo meio (nem inteiro, nem minguou)."

Bom é inteiro, é mais, como dizes no final do texto.

Beijos

. Pâmela Almeida. disse...

"Uma louca por amor, por sorrisos e cores que tanto questionam existir em mim."
Amei o Post.
Perfeito!

Lia Araújo disse...

"Aceite os meus brilhos, minhas fases, minha vida que em ti torna-se mutante e contente."

Lindo demais!
Tava precisando ler algo assim!
Adoro tanto seu blog, menina
de uma sensibilidade incrível

bjão

Daniela Filipini disse...

"Não minto, estou em preto e branco, estou em pleno inverno com frio, e atordoada. Porém, estou viva, límpida e contente apesar dos falsos sorrisos largados por aí."
Muito bonito, você escreve divinamente! Adorei!

Jaíce Cristina disse...

Que lindo! Intenso! =D

Naty Araújo disse...

Fiquei com meus olhos atônitos lendo isso aqui.
Delirei com tantas belas palavras.
Divaguei nesse encanto!

Puro amor, pura ternura, pura paixão e magia!

Belo!
Beijos

Cássia Oliveira disse...

Hmmm. Que delicioso! Primeiramente queria agradecer a visita ao meu blog. Segundamente, Parabéns! Terceiramente, um abraço apertado.

Acaso João Alexandre disse...

Nossa, adorei!!!
Vc está de parabéns.
Beijos!

Anônimo disse...

Muiito boom adorei (:

Anônimo disse...

bom comeco

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