''Fechar-se não está com nada , as pessoas são sempre o que de melhor existe .''
(Caio F. Abreu)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Uma doida varrida


A confusão ainda insiste, o medo ainda ronda e as esperanças, como sempre, ainda presente nos meus dias, na minha vida e nesse destino que insisto em acreditar. Leio revistas, leio livros e ainda escrevo sobre as ânsias que existem em mim; assim vivo. Minhas leituras são calmas e, de certa forma chegam até ser ofensivas de tanta calmaria. Irrito-me e retiro-me diretamente da concentração que me permitia ler algo com tanta delicadeza.
Hoje, estou sentindo-me pura, porém com todos os ataques de uma mulher vítima de uma tensão pré-menstrual. Estou louca, uma doida varrida – como diria minha mãe. Estou feito bicho, uma fera – quase Leoa, da melhor espécie – eu diria. Rio de mim mesma e ainda torno-me completamente irônica (uma puta pura com insanidades, feita de sagacidades). Estou nua aqui! Vejam! Minhas doidices, minhas purezas ou a falta delas estão aqui, olhem! Peço, por favor, tomem-me como aquele licor ardente e que os deixam doidos varridos como eu. – Estou pirando.
Risos, gargalhadas e o desejo por algo mais. Um estresse que embriaga e deixa-me tonta. Criada a laços e amores, estou seguindo ao contrário. Estou do lado de lá. Lá onde o tempo é inexistente; onde o sujeito do verbo intransitivo mais usado em meus desabafos, não sou eu – ainda bem – digo em silêncio. Digo isso, porque gramaticalmente esse verbo não necessita de complemento, portanto na prática o complemento é essencial. Esses amores, essas loucuras, juro, ainda irão matar-me de tanta espera. Ou não. Sempre há o riso e, sempre há esperança. Que eu a tenha!
Com tempo curto como os meus cabelos, que cada vez mais espigam, vou ficando cada dia mais adoidada. Inquieta e bastante, imensamente impulsiva vou catando os detalhes na roupas, nos olhos e no medo que me ronda. Vou bebendo da lembrança para que embriague a esperança. Vou sendo gotas de orvalho que me apaixonam pelo amanhecer.
Desligo-me agora, fecho os olhos que há dias já não sabem o que é descanso. Ardentes e ceguetas, já não enxergam os sonhos a sua frente. Acabo aqui em risos e devaneios. Estou aqui com minha escrita - quase sem nexo e que possam acompanhar-me.

- Aceitam um café amargo e quente? Ou preferem algo mais forte?

Eu, como boa doida varrida, estou pronta para o que der e vier. Que venha!

11 comentários:

Paulo Dionísio disse...

Precisa de tempo querida amiga. Adorei, como sempre. Beijos querida.

monizia disse...

Nossa!
Vc escreve muito bem;
Adorei o jeito que vc escreve e me diverti com seu texto!
vlw, bjks

Amanda Amancio disse...

Adorei!

continue assim!
beijos

Amanda Amancio disse...

adorei!

Beijos

Amanda Amancio disse...

Amei!

Beijos

Mono Tone disse...

Você escreve com uma beleza, além de Clarice me lembra algum outro autor, que não me recordo agora, mas vou lembrar ainda.

Obrigado, mas mais precisamente o que é interessante no Blog?

Samarav disse...

adorei muito bom.
voce escreveu muito bem, se entregou para o texto.
e adorei o final, principalmente essa parte
"- Aceitam um café amargo e quente? Ou preferem algo mais forte?"


beijos

estilojovem disse...

muito boa tua escrita.
continue presenteando os leitores com essa qualidade.

Victor disse...

Obrigado, isso faz bem para o ego
hahahaha

Paula Baiadori disse...

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RICARDO disse...

Mais forte que um café amargo e quente é esse texto.Sua doidice varre a monotonia e deixa a certeza de que não existe rotina para quem já está pronta para o que der e vier.
Encantador!

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