''Fechar-se não está com nada , as pessoas são sempre o que de melhor existe .''
(Caio F. Abreu)

terça-feira, 13 de julho de 2010

em teu ser


Encontrei um colo,
no abraço a paz
e me senti em casa.

Nos olhos teus
encontrei a vida
e me fiz sorrisos.

Por ti vivo em rimas
e esqueci o passado.
Por ti me fiz linda
e passei a sonhar.

Os verbos me fogem,
me esquecem me largam,
não querem saber das palavras.
Os verbos se foram
e deixaram o amor

Meus versos crescem,
as rimas somem
quero somente
o que não tem nome.

Quero um beijo,
uma vida, mil sorrisos.
Quero teus dias nos meus,
minha boca na tua,
meu corpo no teu.

Contigo por um instante
vejo a vida em eterno,
vejo flores no horizonte e
sinto que nada se põe distante.

domingo, 11 de julho de 2010

Em meus olhos

Nesses olhos encontrarás somente a ti.



"Minh'alma, de sonhar-te anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No mist'rioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!...

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."
Florbela Espanca

sábado, 10 de julho de 2010

Pré-dezoito


Dez dias para maioridade e o que me vêm são as lembranças da melhor idade. As lembranças ressurgem da época em que sorrir era simples, em que os problemas eram os cabelos feios das minhas bonecas ou montar todo o quebra-cabeça. Lembranças de quando andava de bicicleta na pracinha com o meu irmão e ganhava um balão ou de quando minha mãe lavava os meus cabelos e eu os secava ao sol. Lembranças de quando as preocupações, as ânsias e tudo mais, eram com o novo brinquedo, a escolha dos presentes de aniversário, natal e aquelas datas comemorativas.
Hoje, vejo que o tempo passou e, a idade só vai aumentando e com ela os problemas, os medos e as ansiedades. As preocupações e as responsabilidades que antigamente eu tanto fugia, agora elas estão aqui, caminhando ao meu lado e eu em busca de decepcionar a mim e aos outros. Eu, aqui, cada vez mais buscando a melhora em mim e no mundo. Crescendo e mesmo assim a mesma pessoa esperançosa e muitas vezes iludida com a mudança do ser humano. E hoje, quase aos dezoito me pergunto: Serei eu que terei de mudar? E que mudanças são essas que tanto busco?
É assim, a confusão com mais um ano e um ano de plena responsabilidade. A ânsia de saber que as coisas mudarão querendo eu ou não. Sabendo que as bonecas de antigamente não voltaram e que daqui pra frente à busca é por uma nova vida, uma psedo liberdade. Essas coisas todas que são impostas sem mesmo perguntar a nossa opinião. Normal. Confusa, calada, sentada à beira do fogo enxergando a menina de cabelos longos brincando de boneca e hoje, uma menina-mulher. E o tempo nem passou muito.
Dez dias para os dezoito e as piadinhas de sempre não fogem: “Tá virando gente grande” ou “Já pode ser presa”. E, realmente a minha preocupação não é essa, na verdade não uma preocupação com a maioridade e sim em como posso ajudar o mundo sendo maior de idade. E juro, um dia ainda encontro essa resposta e seguirei todos os meus planos. Estou ficando mais velha e como dizem aos quinze anos: Depois dos quinze, só vai... E, só vai mesmo! Estou aqui, chegando aos dezoito e foi um pulo!
O melhor que tenho a fazer é aproveitar esse tempo com pressa. Aproveitar cada idade, cada responsabilidade, ter limites e muitas vezes fugir dos limites. O tempo corre, a idade aumenta e as confusões perseguem. Os dezoito vêm chegando e o receberei com gosto de quem quer vencer mais uma etapa. E seguirei sempre em frente.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

a drop in your heart


Uma gota, um som.
Uma lágrima, um dom.

Uma vida de emoção, eu quero.
Tu não?

Sente a brisa, sente o tempo
A cada momento um riso, um choro, um canto, um ritmo
A cada instante a mudança
Minha e tua

Nosso ritmo solto ao vento.
Nossa vida misturada com morango e chantili, eu quero.
Tu não?

Um doce.
Um beijo, a voz e o teu riso
Meu som em teu peito
Bate suave e apaixona
Meu doce em teu corpo.

Meu eu em ti, a cada segundo,
A cada suspiro,
na tua respiração.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Caranguejo amante



Coisas de quem quer alguém por perto. Coisas de quem tem um coração carente. Coisa de quem ama demais. Coisas, essas todas enroladas em um pergaminho e mandado para mim. Sou esta, um milhão de coisas de amor misturado e com devaneio, até mesmo chegando ao extremo, sofro convulsões mentais de amor. Rolo, choro, grito, esperneio e finalmente, admito: eu amo demais. Sofro de uma doença inexplicável e incurável. Entendível e o que houver a mais para definir. Sofro de excesso de amor.
Sinto que amo o tempo que me envelhece e faz com que os dias passam depressa. Amo porque tenho a necessidade de simplesmente amar e levar comigo cada pedaço desse tempo voante. Passa-tempo, tempo que passa com passatempo de chocolate e um café à tardinha olhando o céu, quando vi já era noite. Passou o tempo e levou o dia. E eu o amo por isso, por levar os dias e trazer outros e levar o sol e trazer a lua. Eu amo essa rotação toda que me roda, me gira, me enlouquece, aquece, esfria. Eu amo demais.
Sinto que amo o vento, seja frio ou quente – eu o amo. Amo simplesmente por esfriar ou aquecer. Por fazer voar os meus cabelos curtos e eu sentir aquele ar de liberdade. O amo por não mentir e não fingir, pois o vento não nos engana e eu tenho loucura por isso. De um lado para o outro, frio ou quente, o vento não mente. Ou redemoinhos ou ventanias ou simplesmente a falta de vento. É incrível! A variação dele, as mutações e até mesmo o esconderijo. O vento é lindo, prazeroso, digno de um amor excitante, eu diria.
Amo tudo que está à volta, até mesmo os que não merecem. Amo porque somente o amor é capaz de causar mudanças. Amo porque somente o amor é a causa de toda a emoção do mundo. Eu amo o que não merece ser amado aos olhos dos outros, pois eu quero mais é que todo esse amor seja espalhado. Quero ver amor em todos daqui a Marte. Quero ver brilhar os olhos desses não merecedores. Somente assim a vida irá ter gosto de felicidade! Aos invejos, amor! Aos loucos, muito amor! Aos que amam mais amor e mais amor e mais amor! Desejo amor ao mundo inteiro. E com o amor à loucura! E a loucura aos amantes. Ousem!
Tenho esse jeito de amar, explosiva e sem limites. Gosto de exagerar e extravasar a minha loucura aparentemente escondida e de repente: AQUI ESTOU EU GRITANDO FEITO UMA LOUCA, AMEM! Sou assim mesmo, uma gota explosiva que causa, sim, uma tempestade em um copo d’água.
Romântica feita àquela rosa vermelha de dias dos namorados, e calma, como aquele lírio quieto guardado desde os dias das mães, porém sinto necessidade de muitas vezes me tornar algo mais notável pela extravagância e necessito levar emoção ao coração alheio. Canceriana. Típica de um caranguejo regido pela lua, com mutações fora de hora e principalmente com excesso de sensibilidade. Sou eu, essa que tenta levar a todos um sentimento maior, uma emoção e até mesmo um motivo maior à vida. Uma sonhadora que, quase sempre, foge de sua sanidade. Porém, mesmo fora de mim e timidamente corajosa busco entregar o meu melhor. E, de fato, o meu melhor está nos sentimentos, na emoção e nesse meu modo de seduzir tudo e pior, ser seduzida. O que me leva muitas vezes à ilusão.
É tudo assim mesmo, sou uma compulsiva amadora – amo demais e muitas vezes, até demais. Amo por todos e saio por aí doando amor, gritando amor, sendo amor e querendo mais amor nesse mundo de transições. Louca, cada vez mais! Amante.

domingo, 4 de julho de 2010

10 coisas em um homem



Primeiro: Que tenha uma malícia gostosa de sentir durante dias e noites e carregue consigo o meu cheiro, o meu gosto e as palavras sinceras que lhe digo. Tenha interesse em ler-me e não tente escrever em poucas linhas o que sou. Critique esnobe torture com greves de beijos, porém nunca ignore nem ao menos por um segundo. Que tenha humildade e paciência, contudo que tenha orgulho de si e de mim. Que me tenha consigo a todo instante mesmo que eu esteja a milhas e milhas distante.

Segundo: Com firmeza me tenha em seus braços e com mãos grandes acaricie meu rosto. E que seu corpo não interesse tanto quanto seu papo e com ele me faça cair aos seus pés. Perder a cabeça, esquecer o tempo e depois de tudo pedir um tempo, um segundo de carinho e que coma um chocolate napolitano e me faça uma massagem. Tenha cheiro de homem moderno, cabelos nem longos e nem curtos e principalmente que eu caiba exatamente em seu abraço, como se ele fosse um homem polvo.

Terceiro: Que seja atraente, cheiroso e tenha uma boca carnuda. Sorrisos de um lado ao outro e seja mais do que nunca gentil. Que me faça mulher e me faça quente. Não critique minha timidez e muito menos minha falta de vergonha, entenda minhas fraquezas e me peça um strip com gosto de tequila. Deixe-me ser quente e fria. Veloz e preguiça. Calma e nervosa. Deixe-me aos extremos, não gosto de sentir-me morna.

Quarto: Que com os olhos me coma, com os olhos me fale, com olhos entenda ou peça algo mais. Que me conte mentiras sinceras, que saiba fazer uma ótima surpresa e que me traga flores e me beije a todo manhã. Que sonhe comigo e diga com detalhes, que não tenha vergonha de suas fantasias e queria realizá-las comigo. Que divida desejos e realize sonhos. Que toque meu corpo inteiro e que eu sinta arrepio.

Quinto: Que me faça conhecer o que eu nunca havia visto e provado. Que me faça sentir livre e presa. Que me deixe solta e curiosa. Que quebre o gelo, abra latas, encontre o que perdi, acompanhe às reuniões e não me cobre. Que troque lâmpadas, mate baratas e não implique com os berros que darei ao vê-las. Que me faça cócegas, que conte piadas (mesmo que eu não as entenda), que me faça rir, dar gargalhadas até ir ao banheiro.

Sexto: Que eu possa rir, falar, gritar, chorar, me maquiar, me vestir, tomar banho e fazer xixi em sua frente. Que ele entenda a minha imperfeição e mesmo assim diga o quanto sou linda e que seja de coração. Que deite em meu colo e peça cafuné e quando eu cansar não diga: não pára, e sim: obrigada, linda e me dê um beijo. Que ele olhe para mim e pense: ela é quem eu quero junto comigo o resto da vida.

Sétimo: Que ele caminhe de mãos dadas e não solte nunca. Que me mostre o caminho mesmo quando eu estiver de olhos fechados. Que ele se lembre de mim aos seus amigos e não tenha vergonha de falar em mim. Que confie e acredite em mim e converse antes de dormir. Que durma colado em mim e mexendo os pés como eu.

Oitavo: Que não durma logo após fazer amor e que pergunte como foi. Que não peça permissão e confie em si. Que não tenha dúvida se gosto ou não e me beije a todo tempo. Que me abrace e fique calado. Que diga boa noite e bom dia sempre. Que nunca esqueça as boas maneiras nem ao menos quando eu for deselegante – sim, eu posso ser.

Nono: Que acorde ao meu lado e não tenha vergonha de estar descabelado, com mau-hálito e o que for, que me olhe e diga: eu te amo, mesmo que eu esteja escabelada, sem maquiagem e caindo de sono. Que seja gentil e adore a sua sogra. Que entenda a minha sensibilidade e as mutações. A TPM, os cinco minutos e o estresse diário.

Décimo: Que apesar de tudo isso, olhe em meus olhos e entenda cada detalhe de mim. Que seja ele mesmo e assim faça com que eu enlouqueça. Que ame o meu jeito de falar, cantar e até mesmo de ficar calada. Que tenha muita, mas muita paciência e faça com que eu aprenda tudo o que ainda não sei. Que morda, aperte e faça o que tem vontade e nunca diga que não sabe o que falar. Que seja meu e de mais ninguém. E que entenda a minha pseudo- modernidade.

E posso dizer que encontrei esse alguém detalhado em minhas ânsias e atenda as minhas supostas exigências à cima. Que encanta os meus olhos com a sua beleza e meu coração com seu modo de pensar e agir. Alguém que me têm por inteira e me torna uma pessoa melhor.
Posso dizer que sou feliz assim, com as nossas limitações e a nossa busca por crescer, juntos. Esse alguém que me conhece, me entende, me ama e me faz ser e sentir tudo isso que descrevi.
E quero dizer as gurias, esperem! Tenham paciência e acreditem tudo acontece ao seu tempo e existe sim a metade da laranja, um dia ele aparece!
E guris, até para ser canalha tem que haver sensibilidade. Quem muito quer acaba sem nada. Não brinquem com os sentimentos!

Coisas do coração


Essas coisas do coração enlouquecem. Isso tudo deveria ter remédio, ter cura, vacina e muitos tratamentos. Amar é coisa de louco. Ficamos cegos, surdos e muitas vezes mudo. O amor enfeitiça os olhos e o coração. O faz bater mil vezes mais aceleradamente. Nunca estamos satisfeitos, mas o amor fantasia essa insatisfação de maneira com que nem percebamos o que há em nossa volta e ficamos vidrados no amor, no sentimento. Faz bem quando nos põe a sonhar e faz mal quando começamos a sofrer. E sofremos intensamente, tanto quanto amamos. Mas, a verdade é que amamos muito, amamos a todos e a tudo. E queremos! O que é pior desejamos algo que muitas vezes não poderá ser nosso e sofremos em uma decepção que nós mesmos criamos. Acontece! É normal, mas quando acontece conosco nunca sabemos o que fazer. Acontece, novamente!
A verdade é que o amor é uma loucura boa, uma calma gostosa causada após uma explosão da paixão. E essa loucura, querendo ou não, acontecerá! É a natureza, e pessoalmente: que natureza boa! O amor leva-nos a sonhos e a realidade. Leva-nos a acreditar muitas vezes no irreal e trazê-lo para o nosso mundo. O amor traz-nos vida e nos revive quando mais necessitamos. O amor é pó largado ao vento espalhado ao mundo inteiro com esperança de nascer em todos os lugares do mundo. E mesmo sem ser ao mesmo tempo, nasce. Vive. Cresce e nos encanta. Faz-nos rir, chorar, cantar, gritar, sofrer e calar. O amor que ninguém sabe, ninguém entende, causa-nos sensações únicas. E se não for amor, ninguém sabe o que pode ser.
Eu desejo um amor tranqüilo, amor que quando nasce faça sentir desejo e carinho. Amor com respeito e atitude. Amor com malícia e entendimento. Desejo um amor intenso. Desejo um amor eterno – enquanto exista felicidade. Para eternidade não há definição, logo pode ser um momento. E desejo, que no amor todos os momentos sejam eternos. Desejo um amor imenso, que cegue e guie. Um amor com gosto de morango pimenta chocolate hortelã e tudo o que há de bom. Ardente, calmo e delicioso. Um amor que tenha fome e seja alimentado a cada dia. Um amor carente e nunca independente. Um amor que nos prenda aos beijos e nos liberte às palavras. Um amor que seja seu, dele e de vocês! Desejo um amor que tenha paciência e sempre alegria.
Eu quero e desejo, um amor que enlouqueça. Ferva e encante. Um amor único e de forma brilhante. Quero um amor que o tempo não seja a preocupação e que a felicidade seja a razão. Quero um amor que me cause emoção e brilho nos olhos. Um amor que seja puro e apimentado. Eu quero e eu tenho. Esse amor que me leva à loucura! Desejo o mesmo.

sábado, 3 de julho de 2010

Um pouco de mim em retratos

Recebi o convite de minha amiga linda, Lia, a demonstrar-me em imagens. Um pouco de mim em retratos e o que marcou a minha vida nesses quase dezoito anos.
Fiquei muito feliz em receber o convite e, lá vou eu!

Quem sou:
O que me faz sorrir:


O que me faz chorar:



Minha cor é:


O hobby:


Sonho:

Melhor lembrança:


Música é:


O livro:


Um filme:


Esporte:


Pecado:


Três lembranças fofas da infância:







Indico para todos que passam por aqui e gostam.

Beijos!








sexta-feira, 2 de julho de 2010

pedaço de bom caminho




Ouça: Encontrei a paz,
esqueci o mal, esqueci o tempo,
esqueci o distante e parei em ti,
parei aqui onde estás e ficarei!

Diga: Que em sonhos me quer,
que presente me ama,
que será tudo e mais um pouco
meu pedaço de bom caminho.

Ou não.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

brilhou um sorriso, pintou o amor


Um sorriso no rosto
um corpo, um cheiro
um gosto, um amor
repleto de desejo.

Um amor meu e teu,
uma vontade de vida,
uma vida que me guia
me ensina e fantasia

Meu bem, meu mal
minha fome e minha calma,
o destino em formas e gostos,
a vida em corpo de gente

Ao meu lado, à frente
atrás ou simplesmente distante
está em mim esse amor vibrante
está em ti esse meu desejo gritante.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um drink com gosto de amor


Um toque e uma palavra. Ela ali sentada à espera do seu drink, com um tom de quem espera por uma palavra de consolo ou um abraço quente em plena noite fria. Ela com um riso escondido e uma rosa murcha em suas mãos finge estar tudo bem. Finge estar tudo alegre. Finge ser uma mulher contente – e era.
Quando os dias eram claros escondia-se sob o escuro e pedia a quem visse que não abrisse as janelas e muito menos as cortinas. Escondia-se do brilho, do sol e não se permitia sorrir. Fingia ser quem não é somente para encontrar um sonho de alguém. Não dela. Não era ela. Cabelos longos, claros e lisos; pele clara, rosada e sutil; jovem timidez surgia e aparecia por seus olhos cor de mel puxados para um tom de céu. Ela que mentia ao mesmo tempo em que sorria. Ela que de tão linda escondia-se por medo do amor.
Um drink forte e queimante que ela não nota. Desce rápido assim como o efeito. Ela dorme, finalmente, dorme. Em sonhos enxerga o caminho, em seus sonhos encontra uma paz e os pesadelos somem, torna-se nada em meio ao efeito repentino de uma dose. Uma dose de sentimento, uma dose de coragem – ou não, uma dose e mais uma e mais uma e mais uma de medo. Um medo que escurece, tinge e esconde a coragem, fantasia a vontade e ela o mata a cada gole. Ela toma, ela esconde, finge e engole sem sentir. Sem sentidos.
De um, foram mais, perdeu-se as contas. O efeito repentino do primeiro é lançado rapidamente aos vários outros como delírios absurdos de quem tanto quer aparecer. Assim, as janelas de sua alma que antes era escura abriram-se. Clareou. Sorriu. E mais uma vez fingiu e escondeu-se. Mais uma vez precisou de algo para poder sorrir e assim, ela não era contente. Ela não estava feliz.
Porém, apareceu alguém, um coração forte e sonhos claros. Com suas mãos fortes e um colo acolhedor pegou-a em seus braços e a tirou do escuro. Levou-a para um lugar em paz. Casas, pessoas, sóis, luas, rimas e cores. Ali sua vida mudou. Ali o deserto criou águas, os amores eram leves, o caminho era florido e sua alma era contente. Tudo isso era perfeito perto dos dias de angustia. E ela acreditava que tudo havia mudado, ela acreditou em sua vida de estrelas. E o céu, iluminou.
E assim, ela acordou e mudou todos os dias de sua vida. Um sonho muitas vezes leva-nos a loucura e a loucura requer que tenhamos medos e coragens. Sejamos durante todos os dias fortes. Em nossas vidas só haverá mudanças se mudarmos, do contrário a escuridão poderá permanecer. Ela aprendeu e assim, aprendeu a sorrir e viver em busca de felicidade. E o amor, a esse eu lhes conto depois.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

o sonhar



"Sair de cena
Eu vou voar
Cuidar de mim
Cuidar, cuidar
Cuidar de mim
Por mim não dá."
(Paula Lima)

O vento soprou,
a brisa levou
o medo
a angustia
e ela sonhou
chegou e lançou
as mãos para o céu
e finalmente
sorriu.

Menina
bela
mulher
fera
uma sede
uma paz
uma raiva.
Uma mulher
com fome de gente.

Com fome e sede
daquelas palavras
de amor
de calor.
Sede de gente
de verdade.
Sede de liberdade
de libertar
de sonhar e acreditar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O que preciso ouvir


Tem gosto de calma que quando explode delicia do céu da boca ao céu azul. Tem cheiro de rosa branca, flor-de-maio misturado com Egeo Dolce. Um tom de romance misturado com desejo. Tem desejos e saudades, é mutável e cosmológica. É doce como bala de goma e azeda como aquele limão misturado com vodca dos sábados. À noite ilumina sua alma como alguém abaixo do refletor. Ela é assim, tão ingênua e insensata; tão ela, tão pura e puta; tão bela e feia; tão Maria, tão Julieta e tão Chanel.
Some durante a noite em seus sonhos e tem vontade de sumir também na realidade. Acorda com impaciência e implora, muitas vezes, por um pingo de indecência. Doce, linda e encanta o céu por onde passa. As ruas tão pequenas perto do seu olhar imenso mirando o horizonte e esperançosa com a mudança. Os rios que banham a região dos seus pés passam e a levam junto buscando encontrar novos afluentes e novos amores indecentes, impuros, imperfeitos e conturbados. Amores reais sem sonhos e fantasias, isso tudo ficará para depois. Um sorriso largado ao vento que vem e vão, redemoinhos de paixões e contradições. Assim o tempo se vai, os olhos brilhando e o desejo está próximo do real. Assim a doce moça dos olhos como amêndoas vai vivendo, sendo e crendo.
Quando uma gota de intolerância escorre em sua alma, queima. Ferve seus olhos, ferve seu sangue, mas não fere seu peito, não muda a essência, não esquece o tempo e muito menos o aprendizado. É simples, tem sotaque marcado dos farrapos e o sangue quente de uma guerreira. Um mate amargo é água pura. Um xote carreirinho é o balanço das ondas. A vontade de liberdade é histórica, é clara e uma busca diária. Ser livre, cantar e voar. Ser canto, livre e voando aos quatro ventos, aos céus estrelados e buscando a brisa fresca que aquieta a alma. A alma é eterna, a razão é eterna e a minha busca caminha junto, eternamente.
Ah! Ela é um encanto quando está aos nervos, ela é linda quando seu rosto franze e gostosa quando limpa a casa. Ela é mulher, é gata leoa pantera, é um sonho e pesadelo insistente. Traz-me o riso, o choro, o cheiro, o gosto; traz-me a calma, a paz e o tormento. Em minha vida causa terremotos. No céu de minha boca faz nascerem estrelas. Ela é tudo o que eu gostaria de encontrar. E encontrei.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Lembre-se


Um dia ou dois até vai, passa a dor dessa alma. Passa o ressentimento e até acontece de esquecer por segundos - um ou dois talvez, mas eu sempre lembro. Sempre que respiro, rio ou simplesmente paro, lembro a tua face cor de ar – meu ar. Que de falta ainda há de matar essa existência de mim em mim. Falta essa que durante a noite incomoda e não aquieta, cansa e até desperta a vontade de ter-te junto. Ter-te.
Aos sábados lembro, aos domingos espero e as semanas eu rezo. Rezo para não lembrar ou para sentir, para que passe ou simplesmente retorne, para que não doa ou simplesmente aconteça – eu rezo e nada calma imploro um beijo, um colo ou o que seja. Eu espero nem que seja uma palavra ao contrário, um olhar mau-olhado ou um beijo não dado. Eu espero que entendas o meu passado e presenteie os meus carinhos com trocas de presente e futuro. Eu peço a mim mesma que não aconteça nada de errado e eu choro pensando no que não há e o que poderá ser.
Faço das minhas palavras um escudo, uma vida de detalhes e liberdade que não vejo como acontecer aqui. Aqui o mundo é frio, a dor machuca e a saudade mata. Mata as esperanças e o medo inunda os pensamentos. Sem ti tudo é vazio, não vês? Senti que sem ti minha alma morre. Sem ti o sentir é banal. Sem ti não há um sentir e quiçá haverá um dia o amor. Sem ti.
Dos meus sentidos estou farta, dos medos e vontades que me rondam e não vivem, estou cheia. Com dores, com cicatrizes e marcas que somente tu poderás tirar. Ouço tua voz e sinto o perfume que usavas aqui comigo e as lágrimas se formam em rios. Sorrio, disfarço e minto. Tudo rola e quanto mais eu tento mais eu enrolo esse sentir distante-presente. Amor ontem e agora que irrita, queima e mata. E de tanto ser insistente vive a cada instante um recomeço distinto e um beijo sonhado, ritmado e desejado. Esse amor é teu, é meu e nosso – sempre será.
Peço, ouça os sussurros. Ouça tudo e lembre-se de mim. Lembre-se de nós!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

amor camaleão


a cor dos olhos mudou
castanho-verde-azul
cor de esperança, lacrimejou
ela cheia de vida dançava
à beira do rio, só com seus sonhos
esperava o novo amor, a nova cor
que faria os olhos brilharem
de tanto amar preto ficou
e ela, uma doida, queria o colorido
buscava as cores da vida,
buscava sentir no estômago
aquele friozinho, arrepiando o corpo,
pintando a vida, os dias,
pintando o envolvimento dos olhos
à boca, da boca ao corpo,
do corpo ao coração.
Pintado ou não,
seu, meu, nosso castanho-verde-azul
amor camaleão, amor de sim e não,
amor que não passou e durou,
o nosso sempre amor
colorindo de vida os olhos dela,
moça bonita.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Até o fim


É um sentimento forte, imenso e dói. Arde no peito à saudade que me invade e por mais que eu tente o esquecimento me é improvável. Impossível. Lembro-me a cada instante um riso teu escondido por entre os escuros de casa, invade-me o peito essa lembrança dos teus risos, abraços e delírios que tinhas ao olhar-me de leve, marcante e dando-me a sensação de tua. Uma noite ao vento frio fixamente observando o céu imagino o teu olhar que nessas noites aqui me miravam encantados. Tão meus e nossos esses olhares entre um e outro. Entre nós e o tempo, entre o beijo imaginário e o amor que invadia a alma de cada um.
Os meus risos hoje em apagão devido à falta dos teus cobram-me atitude e pedem-me o teu lábio. Não há riso sem encanto e muito menos encanto sem teu amor, sem tua presença e o teu cheiro de quem me quer. De quem precisa do meu abraço e de quem eu tanto necessito para sorrir. Um amor repleto de devaneios e desafios; um amor com intensidade de anos; um amor com paixão; uma mistura minha e tua, um fogo e uma calmaria. Uma vida de verdade, um mundo de nós. Feito para nós.
Eu perdi o encanto, esqueci os sorrisos, passou os delírios. Faça voltar! Faça cantar os pássaros em mim! Faça com que as borboletas voltem ao meu estômago causando esses arrepios que tanto havia antes. Faça de mim uma felicidade, faça de mim a tua. Faça com que esse amor de sempre persista e faça, principalmente, com que não termine. Seja terno, porém sincero. Seja nosso e do nosso modo, seja do jeito que inventarmos. Tenha nossa cara, nosso corpo, nossa alma. Tenha a verdade que insiste em tomar conta de nós dois. Tenha esse desejo que ascende e o tempo nunca apaga. Tenha tu e eu. Juntos em um só.
Assim meu apelo é que me tenhas sempre aí, guardada, calada e escondida, mas que eu esteja sempre ao teu lado, sempre dentro de ti. Estando em teu coração saberei o quanto está vivo esse amor, essa vontade de amar. Em ti vou viver, vou rir. Em ti, somente. E jamais negarei, esconderei e omitirei esse desejo de te amar. Jamais deixarei por detrás dos ventos, jamais o deixarei a lado e seguirei acreditando até o fim. Vou levar-te comigo aqui, ali, aonde quer que seja. Estará em mim o teu cheiro e comigo sempre estará o teu sorriso, guiando-me aonde eu for.

terça-feira, 15 de junho de 2010

imaginário


Esse meu segredo,
esse meu amor imenso
dividido em real e um sonho,
enobrecem minha alma,
torna-me livre, um imaginário.

Sou uma luz no fim do túnel,
do teu, és minha luz de vida,
de sonho, encanto e razão,
és mais que um simples sentido,
és o brilho dos meus olhos.

Mirando o teu sorriso,
pedindo teu abraço e um olhar
simples com gosto de desejo.
Implorando teu carinho, o colo,
a vida que somente tua pele me dá.

E sigo assim, sem rumo,
somente à espera
de um novo, do novo, de mais
mais amor, mais paixão,
à espera desse olhar.

domingo, 13 de junho de 2010

Lia


Hoje postarei aqui o poema Lia, feito para Lia Araújo, uma pessoa que "conheci" através de seu blog Amar-te-ei até ao tédio. Uma pessoa maravilhosa e que sempre tem algo a nos dizer, seja por meio de músicas ou por seus poemas e desabafos.

(Quem a conhece sabe a intensidade do poema e os que não a conhecem, passem em seu refúgio e vejam.)

Aí está:

Lia, linda
Sutil, encanta a vida
de quem a lê em linhas
simples de um lugar
qualquer, de sonoridades
faz-me viva e ilumina
os dias de monotonia

Com rimas
ou simples letrinhas
faz brilhar estrelinhas
no céu, no mar, na vida
de quem a tem perto
de quem não a tem e quer
para enfeitar e brilhar

O caminho distante
de um amor inconstante
dos pensamentos ofuscantes
e dos seus dias, rotina,
dos pensamentos de longe
que nos tornam crescente
nos guia, nos ria, encante

Lia, três sílabas
rimantes de vida
rimantes de dia
que passa e nos deixa
em pequenos versos
as angustias e os medos
que a machucam por inteiro

Lia, linda
fascina, instiga,
encanta, ilumina,
uma vida de letrinhas,
um caminho para amar
e ainda sim viva e
nos traz vida.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

desejo o mesmo


sem regras escrevo
sem farsas vivo
e com sentimento
intenso, eu amo

faço da vida o som
o dom o canto e o encanto.
Gosto do tempo que passa
marca volta e lembra

a lua ilumina a alma
enlouquece e acalma
envaidece e ascende
essa libido, essa tara

minhas regras são delírios
minha ordem é os sentidos
eu expresso o que sinto
com alma e o desejo

não finjo o apego
não minto entendimento
e não quero desprezo,
quero vida, quero apreço

quarta-feira, 9 de junho de 2010

os olhos de uma verdade


"A verdade é nua e crua,

incomoda e machuca,

fere o coração de quem a teme,

fere a alma do descontente."

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Após a lua, nós


Nos teus olhos encontrei o caminho, o silêncio que minha alma buscava, a paz que meu pensamento esperava e as turbulências que nossa paixão causava. Em ti encontrei aquilo tudo que esperava de alguém e um pingado de algo a mais para completar o pacote desse amor louco; amor de antes, de hoje e depois. Amor que eu nem desejo ter palavras para explicar, amor que quero deixar sempre aqui, à espera de mais, buscando mais e querendo mais. Quando senti o arrepio de tuas enormes mãos tocarem a minha face delicada e rosada repleta de timidez, causada pelos olhares vindos de ti, gelei. Quis ter-te sempre perto, ao meu lado de mãos dadas caminhando pelo sol do inverno frio. Quente de amor. Ao teu lado o frio tornava-se passagem, nem o sentia. Ao teu lado os lábios eram sublimes, inquietos por um beijo e as mãos que acariciavam os teus cabelos negros aloirados eram as minhas, essas mesmas que por instantes inquietas batucavam pelos cantos a procura da tua pele para tocar, sentir, acariciar e não a tinha. Senti, doeu, chorei e cresci. Crescendo fiz-me forte e ingênua, sempre, apesar de contraditória sempre em mente os teus abraços de polvo e o teu sorriso com os olhos. Apaixonante.
Hoje a beleza está no abrigo que busco e não encontro, no quente do teu corpo que busco e não encontro. Hoje o dia está fosco, frio e as cores que busco estão no teu olhar. Miragem. Viagem. Vontade. Momentos de uma vida passada, de um instante direito em que tudo não me era às avessas. Avessa, mudada, de um lado a esperança e de outro a ânsia. Uma louca por amor, por sorrisos e cores que tanto questionam existir em mim. Não minto, estou em preto e branco, estou em pleno inverno com frio, e atordoada. Porém, estou viva, límpida e contente apesar dos falsos sorrisos largados por aí. Estou à busca do meu eu. À busca daqueles sorrisos próprios, internos e gritantes que há em mim e para mim. Somente assim, aqui dentro de mim, encontrarei essa paz que busco para que então eu possa viver novamente um atordoado, esperançoso e adoidado amor. Pode ser que depois de mim, eu ame. Pode ser que depois das cores que se soltará de mim, eu viva. Colorindo os meus dias, teus, nossos. Mas, eu estou aqui, para mim. E depois, nós. Depois de mim. Equilibrando.
Impulsos largados e essa minha ansiedade estão aprendendo a ficar caladas (um pouco, pelo menos) para que assim eu consiga acreditar em mim, nos meus sonhos e para que eu possa torná-los real. E vou, acredito. Com minhas mandingas, minhas maneiras de depositar força em mim mesma e nesses meus pensamentos sem entendimentos alheios, eu vou conseguindo manter o sorriso no rosto.
Com as lembranças fazendo mais um poço de esperança e com a felicidade dançando em pleno parque à madrugada. Ao outono dos meus amores, das minhas frases, dos meus delírios; volte. Ama-me calmamente com teu calor de primavera e esse frio de inverno. Ama-me baixinho, calado e terno. Ama-me e deixe com que eu te ame assim, equilibrando os sentidos e extravasando sentimentos, desejos e inquietudes. À noite dos meus prazeres, aquieta-te, deixa-me viver a calmaria por instantes. Entrega-me o café de insônia e aceite os meus escritos distintos e contraditórios. Aceite os meus brilhos, minhas fases, minha vida que em ti torna-se mutante e contente. À lua que me rege, faz-me manter o equilíbrio, faz-me ter essas fases, mas que eu possa sorrir e chorar de alegria e esqueça um tanto desses amargos da vida. Ilumina. Encante e faça-me brilhar.
E quando tudo isso acontecer, venha cá amor doente. Amor contente. Amor de uma vida inexistente e que mesmo assim permanece presente. Venha e doa-me os beijos, pois aí sim terei o caminho certo, o modo certo e o beijo perfeito para nós dois. Depois de tudo eu pedirei mais amor. Mais paixão. Mais emoção. Mais nós dois!

sábado, 5 de junho de 2010

hoje, falem por mim

Hoje sou palavras de outros
Sou Clarice, Tati, Caio e uma mistura
daqueles dias em que nada me vem
nada e nem ninguém.

Hoje a Gata Borralheira sou eu
Hoje sou o Lobo Mal
Hoje me falta palavra
E sobra o choro

Hoje vocês não agüentam
o que escorre de mim;
Hoje vocês me matam
eu me mato e aos pouco, acabo

Hoje quero o mundo, quero tudo
e nada que tenho me sorri;
Hoje a vida é pouca, o riso contido
é chama do próximo abrigo

Amo o meu brilho quando existente
Amo a minha paz quando presente
Porém, hoje os meus sentidos
são só a falta dos meus delírios

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Encontrar-me-ei aqui


Desligada, sem ritmo e cores. Desculpem os meus desamores ou como digo: a pressa dos amores. Desculpem se o brilho aqui está perdido. Entendam a falta do meu riso, entendam a minha fome por abrigo. Desejo. Carinho. Sincero e com força. Com dança. Com cor de rosa, vermelho sangue; paixão deveria ser. Faltam-me palavras para dizer o quanto são necessárias a mim essas paixões vai e vem. Não pelo fato de serem vai e vem e sim por serem fortes, marcantes, com a pegada certa de quem me quer. Estou em prantos pedindo um canto, fora desse meu refúgio limitado em letras, imagens e sonhos irreais. Quero mais, entendem? Quero o apego novamente, a vontade de seguir em frente e tocar a vida com cores. Com rimas de amores.
Eu diria que sou à busca diária de algo que só em meus sonhos tornam-se reais. Acreditam? Eu sou uma sonhadora, vinte e quatro horas do meu dia, sonhando e desejando. Eu busco encontrar nos olhos de quem vejo todos os dias, olhos de alguém que me encante por inteiro. Que arrepie os meus pêlos do pé até a cabeça. E não encontro alguém assim. Quero sumir, ser sozinha, ser fiel somente a mim. O que eu não tenho conseguido ser. Traio os meus desejos, valores e sonhos quando compartilho com alguém opostamente racional e emocional a mim. Traio a mim mesma quando me entrego inteiramente a quem não saberá entender os acontecimentos deste meu coração – bobo, por sinal. Traio os sentidos que me guiam e me dão forças, sentidos que acredito, tenho fé e persigo, quando os entrego para alguém que também possui sentidos e fé, opostos aos meus.
O elo que há entre meu emocional e racional são distantes. Possuem ligações que eu desconheço. Não sei lidar. O emocional manda nos meus sentimentos, nos atos, nos pensamentos e até na falta de tudo isso. O racional vai embora, me larga, me deixa aqui sozinha perdida no que mais desejo ou no que mais me faz sorrir. Pior, imaginem, quando vêm os dois juntos, desejo com o que me faz sorrir. Fico tonta, sem saber que caminho seguir. Ironia. Ninguém entende o que se passa nesse coração adoidado, louco à espera de um novo encantamento. Encantador. Seja rápido, seja um lapso, seja falso, seja amor, seja paz, paixão, calor, seja o que for, mas seja! Por favor, seja! Seja um caminho novo para seguir, um novo beijo, um novo abraço, um novo tudo – tudo em ti! Que embriague o meu ser, por inteiro. Sem metades.
Serei amores até o fim dos meus dias, serei fé e esperança mesmo que os dias acabem com todos esses sonhos que possuo. Acreditarei na melhora, na minha vida e principalmente que meus sonhos poderão viver. Ingênua e um tanto imatura. Serei uma mulher perdigueira, como diz Fabrício Carpinejar, não somente para um homem que há de reclamar como todos os outros, entretanto para mim mesma, serei! Cobrarei a mim, sentirei ciúmes de mim e que assim eu sempre dê valor a mim. Primeiramente sempre a mim. Não quero outros olhos meio abertos e meio fechados e uma voz grossa mandando dizer sim, não ou talvez. Quero dizer sim quando desejo. E não quando preciso. Me quero! E espero que eu consiga ser sempre assim. E as cores? Ah, essas voltarão! Ainda irão colorir o meu riso, espantar essa minha falta de abrigo e dar vida os dias que tanto temo.
Só espero, por fim, que a companhia do café e das palavras jamais me falte. Que as letras soltem de mim dando-me paz. E o café? Ah! Esse que seja amargo e quente para esquentar o clima aqui dentro de mim.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sem rumos, risos e fatos. Sem escolha.

Do céu ensolarado ao estrelado e tudo tão belo quanto o sorriso que imagino em teus lábios. Meus dias belos e radiantes tornaram-se estressantes e entediantes. Completamente fora de mim estou em prantos. Internamente sem motivos para radiar. Sorrir. Colorir os teus rastros deixados com um adeus desesperado de quem gostaria de amar. Ficar. Sonhar. Estou aqui jogada na sala de estar, à espera de uma ação repentina de coragem; que me falta. O que antes era correria e maçante, hoje é necessidade. É a busca por um riso contido no meio das minhas correrias. No meio de meus dias atarefados e sem tempo. Assim eu encontro um pingo de felicidade. O que antes eu pensava que fazia bem, hoje me tira o sono. Fico desolada e quem rodeia os meus dias, não entende. Não busca entender e eu finjo que tudo se vai. Que tudo evapora com uma simples gota de água quente. Triste. Não entendem os medos e as vontades. Fico muda, choro e escondo os meus sonhos. Minhas fantasias e minhas necessidades de estar sozinha. Sou gota fria em meio ao mundo quente que rodeia os meus olhos amendoados. Sou cega quando vejo e finjo não ver os olhares na rua. Não quero ser lembrada, não agora! Estou fora de foco, de forma, de risos. Estou fora de mim, de ti, de nós. Estou em desespero. Não grito e nem rio. Simplesmente fico como Deus quiser. Comigo apenas o brilho nos olhos e um aperto no peito. Brilho de quem trás consigo uma esperança imensa perto desses desabrigos que me vejo escondida. Aperto em meu peito por pensar que nada poderá mudar e continuará assim, sem rumo, sem fundo, sem fim. Perdida dentro dos pensamentos que me rondam, eu sorrio querendo chorar e ninguém vê. E se veem, fingem não ver.
Nesse meu esconderijo, nessa minha falta de abrigo, penso tanto nesse teu sorriso que extravasa os meus dias, que me bebe assim sem limites. Que me esnoba, porém me guia. Dá-me forças e também vertigem. Nessas horas em que o choro me enrola, o nó na garganta esgana e força esses desabafos com pressa. Com força. Com gritos de uma alma em silêncio. Aqui, não minto sentimentos. Aqui, eu sou o que invade o meu peito e grito o que necessito para viver em paz comigo mesma. Aqui, eu sou o que os outros não permitem que eu seja. E aqui, eu vivo e sinto e brigo e brinco e amo e existo. E tenho-me completamente minha. Aqui a liberdade é o meu caminho, os risos não são contidos e as lágrimas rolam soltas como os meus dias. Aqui eu vejo uma luz no fim do túnel e aqui eu posso ser feliz. No momento, somente aqui. Onde as mentiras ficam encobertas; irrita. Onde os risos somem, fogem, mentem; choro. Onde tua boca não cala minhas lamúrias; finjo. Onde os brilhos dos meus olhos se acabam; tristeza. E ainda estou. Aqui, à beira deste abismo que aparentemente não tem fim. Só depende de mim. Os meus olhos lacrimejantes por aqui esperam sorrisos e olhares-desejos. E fome, e sede, e sem medo de tomar o meu amor por inteiro. Estou intensamente. Sou.
Com todo o meu desabrigo fico aqui mesmo sem rumo. Perdida no espaço enorme existente entre o sonho e a realidade. Sinto-me deixada de lado por mim mesma e sem respostas, sem abrigo e sem palavras, fico. Assim vou vivendo mesmo que estonteada, somente à busca de um novo momento. De um novo sorriso com vontade de viver e ser alguém com rumo diferente. Minhas palavras secaram, pararam, foram embora, fugiram. Não me aguentaram mais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

nosso destino


deixa de lado tudo isso
te imploro é tão simples
vem me dá abrigo
preciso tanto desse sorriso

do toque, do cheiro, desse jeito
de olhar nos meus olhos
e sentir esse desejo
esse amor tão intenso

que invade nosso peito
nos enche de risos
nos dá esperanças
motivos, sentidos.
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